Divagação sobre internet, pessoas e atitudes

segunda-feira, julho 05, 2010

Estou cansando de internet, as pessoas aqui falam só sobre as mesmas coisas e odeiam as mesmas coisas tanto quanto amam. O que se torna uma guerra estúpida, pois tanto quanto religião as pessoas costumam defender algo ou odiar algo como Restart, Justin Bieber, Crepúsculo, sem conhecimento de causa. Não que se precisa ter muito conhecimento pra odiar algo assim, mas se precisa de algum. O pior mesmo é aquele "maria vai com as outras" concorda?


Bom, pior do que os filósofos e torcedores de porra nenhuma. O que me cansa na internet principalmente, e digo de forma pessoal, é o vazio das pessoas que lá habitam. Muito mais que na "vida real", as pessoas ali demostram sua liberdade de pensamento e atitude, afinal, lá não existe um Deus, nada que rege, ao contrário de nossa vidinha rotineira de dormir, acordar e fazer cocô.

Há leis ali, mas já que aqui no Brasil qualquer lei nem vale, não é na internet é que vai valer já que seu lema é liberdade. E sobre isso precisamos tanto de regras não só pra colocar as pessoas na linha, mas pra colocar um pouco de bom senso na cabeça delas, o que na internet não há. Ou elas mostram sua verdadeira faceta ou mostram... sua verdadeira faceta, até fake, que é justamente aquela "outra cara" que ela não tem coragem de assumir na vida real.

E a falta de senso se revela em cada uma das ferramentas sociais e malditas, Twitter, Orkut, Msn, YouTube, de falar tudo e qualquer coisa sem o mínimo de senso, não se importando se aquela outra pessoa "dá de cara" com aquilo ou não, afinal, tem coisas que outras pessoas não tem que saber, nem querem saber. Não existe vergonha na cara. Todos agem da sua forma mais idiota e foda-se, sumir na internet é fácil por "parível que increça".

E muito mais que palavras, são atitudes que me perseguem, ou a simples falta delas.

Pra explicar o quanto o mundo da internet pode ser porca na sua vida pessoal, vejam-se os namoros. Vão e vem na maior velocidade que pessoalmente, mas mais sujos e errados. Mais azarados dependendo da distância, já que pelo menos pessoalmente há uma chance ali e agora. Parece que ali no mundo virtual, é mais fácil encontrar alguém com falta de atitude, ou melhor dizendo, alguém que por morar longe não se importa nem um pouco contigo apesar de se cansar de dizer o contrário.

Citando algo que aconteceu comigo, são atitudes ao ponto de sumir, te deixar esperando que nem uma planta e por meio de terceiros você acabar descobrindo que aquela pessoa que te deixa esperando está com outra pessoa já, assim, deixando você chupando o dedo e sem nenhuma explicação que morando perto aquela pessoa teria e a obrigaria de te dar. O corno do século 21! Prova de que o ser humano é podre, independentemente se é o "porco" de um homem ou a "tadinha" de uma mulher.

E a maldição minha seja encontrar só esses tipos de pessoas. Parece que graças a internet e a globalização, as pessoas legais tem ficado mais distantes, e a falsidade sempre ali de alguma forma, bem mascarada. O relacionamento da sua pracinha e de seu bairro vem ficando mais frio e calculista de se importar só com seus contatos no computador em vez de fazer algum que veja a pessoa ali, aquela que possa te visitar em casa.

Não generalizo, claro que tem suas exceções. Tanto que muitas pessoas ficam sozinhas e timidas justamente por causa dessa falta de receptividade e simpatia, como eu. Aliás essa simpatia vem se tornando cada vez mais calculada num obrigado, ao invés de algumas frases trocadas.

Tudo isso é prova de como algum sistema seje qual for, não funciona pra todos. De como o bom, é diferente pra cada pessoa. Um dos motivos que odeio religião e política apesar da sua função social, como disse nesse outro texto.

E por outro motivo que venho odiando a internet (não odiando propriamente, mas sendo obrigado por questões de vida), é o trabalho. Pessoas que tem uma vida ocupada e que não tem tempo de ficar se perdendo por aqui em um Twitter ou Orkut por exemplo, nem em blogs pra ser sincero, falando por mim (infelizmente). É por esse motivo que as atualizações daqui vem diminuindo como disse em outro post. Resumindo, a internet é um ajuntado de desocupados numa terra sem assunto.

Se os posts diminuiram brutalmente, a críitica pelo menos não, não falta algo de ruim pra comentar. Isso pois, aqueles que sempre são motivados a pensar e vão por esse caminho, veem o mundo sempre ruim não importa como ele esteje. Assim são mais introspectivos e timidos, largados e estranhos na sociedade moderna. Sim. Pois é complicado demais esse caminho. Quanto mais você reflete sobre um assunto, mais você pensa pra buscar uma resposta em seu problema, você acaba criando outro problema pra si mesmo. Ao olhar pra fora pensando, você chega a conclusão de que a vida é feliz só com quem você está ao lado realmente, e nunca do lado de fora ou logo ali.


As pessoas tem medo disso, gostam de um pacotinho de pensamentos e filosofias pra ser feliz ao invês de se dar o trabalho de refletir e se importar com o próximo, pois, ao pensar, acabam se colocando no lugar do próximo antes de agir e assim se chega a uma conclusão serena, logo, feliz. Como disse, é cansativo ir pelo lado mais díficil.

Bom, o grande mal da internet é esse, as pessoas falam tudo sem pensar e agem primatamente. Ou aquelas que tem bom senso, agem com alguém "virtual" da mesma forma que a maioria, indo contra a seus conceitos básicos de existência, sendo hipócritas e falsos, caso da garota que citei. O que é triste. pois em quem poderemos confiar aqui neste mundo virtual?

Talvez por isso cada vez mais existam blogs, especialmente os mais pessoais. Talvez por isso haja o Twitter.

Cada vez mais as pessoas falam sozinhas, a internet de certa forma vira um espelho de recadinhos para o pensamento vago ou cheio de cada um. Os que falam muito fazem um blog, os que se resumem em 140 caracteres vão pro Twitter, simples assim.

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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