Resenha Livro: Anne Rice - A Múmia [atualizado]

sexta-feira, outubro 22, 2010

Anne Rice (Nova Orleans, Louisiana, 4 de Outubro de 1941) é uma escritora norte-americana, autora de séries de terror e fantasia. Nascida Howard Allen O'Brien, ela mesma escolheu 'Anne' como primeiro nome, ao entrar na escola. Em 1956 perdeu a mãe, Katherine, e dois anos depois, com o pai casado novamente, a família mudou-se para a cidade de Richardson, no Texas, onde Anne conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice, hoje falecido.

Conhecida muito mais por suas histórias vampirescas como indivíduos com suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos mas com a diferença de lutarem pela sua sobrevivência através do sangue de suas vítimas e sua própria existência, que para alguns deles, é um fardo a ser carregado através das décadas, séculos e até milênios. O seu livro de maior sucesso, inclusive sendo transportado para a tela grande é "Entrevista Com o Vampiro", onde ela quis participar diretamente da sua produção.

Atualmente estou lendo o livro "A Múmia" da Anne Rice e estou gostando bastante. A leitura se equivale a trama de um filme facilmente - apesar de um início meio maçante. A Anne Rice apresenta um romance que poderia ser uma simples trama infanto-juvenil, entretanto nas mãos dela se transforma em uma ótima ficção sobrenatural mais uma vez envolta em erotismo, assassinatos e mistério. O conceito de imortalidade e a conhecida profundidade humana-filosófica que seus personagens sempre se veem envoltos, é sempre uma ótima pedida. Aqui vai uma breve sinopse:

"Arqueólogo descobre tumba esquecida onde repousa empoeirada múmia. A múmia volta à vida real e sai assombrando o mundo, presa de terrível maldição. Nas mãos de Anne Rice, o que poderia ser uma trama juvenil, torna-se ficção eletrizante. Os seres encantados de seu livro, não só desafiam qualquer lei da física e da biologia, como transtornam a vida dos inocentes ou perversos mortais que vão encontrando pelo caminho.

Ramsés II não morreu. Burlando a história, faz enterrar alguém em seu lugar, ingere um elixir da eternidade e sai vagando pelo mundo da Antigüidade, até encontrar, muitos séculos mais tarde, o grande amor de sua existência - Cleópatra, a rainha que seduziu Júlio Cesar, Marco Antonio e a imaginação dos homens que vieram depois deles. Despertado do sono a que se condenou pelo arqueólogo e armador Lawrence Strafford, ele acaba na Londres eduardiana nos braços da bela Julie, filha de Strafford, amor que vem desafiar, em intensidade, o que ainda sente por Cleópatra."



Por ter bebido o elixir da eternidade, o rei Ramsés II está destinado a vagar para sempre na Terra. Amante da rainha Cleópatra, ele acorda na Londres eduardiana sob a máscara de um refinado egiptólogo, Reginald Ramsey, companheiro de Julie Stratford , filha do arqueólogo Lawrence Stratford. Por algum tempo Ramsés adapta-se ao molde de sua nova existência. Lembranças de suas vidas passada, no entanto, assim como marcas de um amor intenso demais para ser esquecido, não o abandonam. Para revivê-las, Ramsés não hesitará em cometer uma loucura, que desencadeará uma série de crimes e horrores incontroláveis.

Enfim. Na metade do livro achei interessante uma parte em particular em que Ramsés é apresentado a Londres do século XX por Julie. Uma pergunta até infantil, e atual.

Ramsés solta um de seus breves sorrisos ao olhar para a Abadia de Westminster e diz:
- Templos, Julie. As casas dos deuses...


Julie:


- Deuses. Mas agora existe só um. Um Deus.


- Descrença, Um Deus?


- Não é a casa de Deus - ela disse. - Mas o lugar onde nos reunimos para falar com ele. - Como explicar o cristianismo? - Amor Fraterno - ela disse. - Essa é a base.


Ele olhou para ela confuso.


- Amor fraterno? - Olhou as pessoas ao seu redor com olhar crítico.
- Eles crêem nessa religião? - ele perguntou. - Ou é apenas um hábito?

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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1 comentários

  1. Esse é um dos melhores livros que já li.
    Sempre amei os contos da Anne, mas esse me surpreendeu muito.

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