Os melhores álbuns de 2010

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Chega o final de ano e começa um novo ano e as listas do melhor e do pior inundam a internet, como do imaginário coletivo, afinal, todo mundo sem querer faz seu top 5 das cagadas e dos melhores momentos do ano que se passou. Listas musicais são causa de guerras, e é... lá vou eu me arriscar nessa. Pela primeira vez - espero que de muitas - as melhores bolachas de 2010.

A lista se trata do que escutei no ano e sim, do que eu gosto, portanto não estranhe se não encontrou sua banda aqui. Não escuto black metal e acho metal melódico coisa de homens afeminados um lixo. E assim, para deixar claro como se ninguém soubesse, essa lista trata de uma opinião totalmente parcial. Se você discorda foda-se, em vez de urinar e dirigir palavras educadas a mim, comente e faça a sua. =)

Pra começar como é díficil dar... posições para seus "algos" preferidos - menos no sexo, claro. É um drama pra mim escolher apenas 5 e ordenar esses 5 aqui, mas vamos tentar, primeira vez sabe como é.

Leia e curta as bandas no final de cada posição da lista! Muita coisa vai ficar de fora...

Disco ao vivo do ano: Opeth - In Live Concert at the Royal Albert Hall


Sou fã declarado do Opeth confesso, mais do que ser parcial, aqui fala um fã de uma banda que na minha opinião é a mais revolucionária dos últimos 10 anos. Desde "Orchid" de 1995, primeiro álbum da banda, se viu algo genial. Logo na primeira música "Under The Weeping Moon", se viu algo genial fora dos padrões. A mistura de gutural, agressividade, aliada aos momentos mais leves de canto e violão, e até elementos de jazz, com letras que focam em temas como os aspectos sombrios subjetividade humana - medo, remorso, angústia e sofrimento. Tantos anos se passaram, outras bandas se arriscaram nesse estilo tão complexo, chamado Prog Death Metal, e o Opeth continua singular e único no que faz.

Sobre o DVD e CD duplo ao vivo, o que poderei dizer a não ser elogios? Vou me resumir a dizer que no álbum eles tocam (aderindo a moda) na íntegra o álbum mais aclamado de sua carreira "Blackwater Park" de 2000 no primeiro cd, e no segundo outros clássicos de sua carreira, como "Harlequin Forest" e "Wreath". Agora vá atrás e escute, recomendo!

A melhor "Dirge for November".



Agora vamos ao top 5 de fato:

5 - Deftones - Diamond Eyes




Deftones é uma banda, que apesar de ser formada oficialmente em 1988, é nesse novo milênio que se destaca com seu som único e singular. E apesar de ser americana - assim correndo risco de ser infectada pela mesmice comercial - a banda consegue sucesso sendo tão quanto pesada misturando suas distorções pesadas quanto alternativa com sons eletrônicos no fundo, vocal variando entre o agressivo e limpo, e suas letras tendendo ao minimalismo.

Escuto Deftones a pouco tempo, a tão pouco tempo que comecei esse ano mesmo. E porque tão cedo um álbum deles na sua lista? Bom, diria que é um álbum impecável, maduro. Um álbum que é unânime de figurar entre as listas dos melhores para qualquer ouvinte de pesada e boa música que se preze. No que consegui ouvir deles, seu som já cresceu muito no álbum anterior "Saturday Night Wrist" de 2006 e nesse "Diamond Eyes" se solidifica. Bom, não consigo ser mais técnico do que isso, só balanço a cabeça de acordo com os riffs, e por isso essa bolacha é recomendadíssima!

Com "Rocket Skates" você entenderá o que falei sobre riffs.



4 - Katatonia - The Night Is The New Day



Katatonia (que nome deveras legal!) é uma alusão à palavra "catatonia" (do Grego katá, redução + tónos, tensão; perturbação psicomotora frequentemente associada à esquizofrenia), define bem o tipo de emoção que a banda passa em suas músicas. 

Katatonia é um caso menor que do Opeth pra mim, mas a adoração em si é a mesma. Muito bem produzido com guitarras de muito impacto e a voz inconfundível do vocalista Jonas Renske, Night Is The New Day é um álbum que gostei menos em comparação ao anterior "The Great Cold Distance" de 2006, e um álbum um pouco mais melódico. Mas o peso aliado a essa melodia que sempre os caracterizaram como banda está presente aqui como sempre esteve, vide a linda "The Longest Year" que você pode ver o clipe abaixo! 

Pode-se dizer que o álbum é um daqueles que que atingiram não a perfeição, mas onde se conseguiu se manter nela.




3 - The Sword - Warp Riders


Divertidíssimo do começo ao fim, não dá pra não "banguear" ao som disso. Contrariando o estilo "Stoner" - que fez a banda conhecida (junto com músicas, como "Freya", no jogo Guitar Hero) - um rock mais arrastadão com riffs de impacto e classicão, angariando fãs declarados do quilate de Lars Ulrich baterista do Metallica. Em 2010 o The Sword vem com um álbum com riffs mais rápidos e com um vocal um pouco mais simples, porém com seu estilo inconfundível. Clássico!

Muitos podem não ter gostado dessa mudança, mas achei muito bem vinda!



2 - Alter Bridge - Alter Bridge III


Cara, que álbum. Cara como esse tal de Myles Kennedy canta!

Era uma vez um dia que o Creed acabou, o "mamãe quero ser Eddie Vedder" Scott Stapp brigou com o resto da banda e esse resto liderado pelo guitarrista Mark Tremonti resolveu chamar o vocalista do The Mayfiled Four, Myles Kennedy. Juntando suas forças, assim nasce o Alter Bridge.

Digo que nessa época de fim do Creed e começo do Alter Bridge, tinha preconceito com essa banda, nem dava bola, preferia Creed e até um tempo atrás preferia. Baixei ano passado o álbum da sua volta chamado "Full Circle" atraído pela ótima "Overcome", e nossa que decepção! Passou-se um tempo e ah, vou escutar o Alter Bridge, o "Blackbird" que é aterior a esse e que lia resenhas dizendo que era o melhor da banda, achei um puta disco motherfuckingodofhell. E assim me declarando um tipo de admirador da banda, veio o apenas "AB III" e me tornei fã.

Cara como o Myles Kennedy canta! Entendo porque ele foi cotado pro Led Zeppelin e o Slash o convidou pra cantar três músicas no seu álbum solo.



1 - Korzus - Discipline Of Hate


Ufa, chegamos no número um, e olha só... 

Quem disse que o Metal Brasileiro se resume a gritinhos melódicos da dupla troca-troca Angra e Shaman, e o trash do falsificado Sepultura? Sim meu caro, há metal, e muito metal bom em terras varonis. E um belo exemplo disso que estou falando é esse "Discipline of Hate".

Resolvi alimentar a curiosidade esse ano e ouvir Korzus pela primeira vez, comecei logo com seu álbum mais novo e não me arrependi nem um pouquinho. Cristalino, bem produzido demais, trash metal da melhor qualidade. Apenas balançar a cabeça não vai ser o bastante! Tudo de melhor que você conhece do thrash está ali.

Puta álbum, puta clipe bacana!



Novidade e menção honrosa do ano: In Mourning - Monolith

 

Fazia tempo que uma banda nova não me conquistava tão instantâneamente como o In Mourning. Banda sueca bebendo da fonte do death metal melódico do Dark Tranquillity (e só por aí vê-se que é de qualidade), a banda incorpora elementos progressivos e torna seu som muito singular dentro do que eu e você fã de "gothemburg metal" já ouvimos. Singularidade conquista meus ouvidos, vocês notaram isso ao ler a lista.

Fiquem atentos para essa banda. É recomendadíssimo pra você que gosta de vocais guturais, guitarras densas com ótimos riffs, e teclados atmosféricos.

Vai a "Debris" mesmo, pode ser qualquer uma!



Decepção do ano: Iron Maiden - The Final Frontier


Quer que eu seja sincero? Não gosto de Iron Maiden.

Pronto, mexi em vespeiro xiita. 

Dar pro Iron Maiden a "honra" de ser decepção do ano é algo esperado por mim. Desde "Brave New World" os Maidens não conseguem fazer nada legal, em "A Matter Of Life and Death" (que é um nome tão longo que dá vontade de digitar pela metade) aconteceu quase o fim da banda, quase pela banda de fato não ter acabado, e fim da banda pois eles tocavam em ritmo de morte no álbum. 

Bom, mesmo assim como apreciador de boa música esperei um bom álbum do Iron, afinal tanto foi falado, falado até que seria o último. A capa muito legal me atraiu, assim, fui lá eu escutar o álbum. Minha opinião depois de 1h? Nenhuma, nem ouvi a uma hora, nem consegui. Não porque tecnicamente o álbum é ruim, os músicos são ótimos, fizeram clássicos já. Mas porque nem consigo mais escutar Iron e sua "introdução, riff, refrão, solo, introdução", agora se pergunta se isso te cansa... acho que cansaria qualquer um que fosse atento a música, livre da mágica e do fanatismo pelo Iron.

Mas o disco tem suas músicas bacaninhas, "Satellite 15... Tne Final Frontier apesar de sua encheção de linguiça, se fosse mais curta ganharia minha audição frequente. E "El-Dorado" primeira música a ser liberada, é a música mais legal do álbum, a que é mais livre de viagens progressivas que a banda tenta fazer inspirado pelo X-Factor, e sem sucesso, ao contrário daquele álbum. 

Já fui fã de Iron, muito, com camiseta e tudo. E deixei de ser não pela banda ter começado a tocar com sono a medida que viram que estão velhos, não, foi simplesmente pela singularidade ter agradado mais aos meus ouvidos, o peso e a técnica aliada, coisa que o Iron tem, mas diria que... o Iron é muito genérico e enche o saco. Sem contar que os fãs dessa banda junto com os "maggots" do Slipknot são os piores do mundo! Prontofalei.

Talvez por isso a banda nem mereça estar aqui nessa parte, disse que nem escutei o álbum e esperava essa decepção. Poderia ter colocado o "Audio Secrecy" do Stone Sour aqui, mas mudei de ideia, ele tem muita música legal comparado a esse disco do Iron. Era uma decepção que esperava, mas é uma decepção que sempre vale a pena ser citada, é muito barulho por nada!

PS; Foi impossível colocar uma música desse álbum aqui, a EMI fez o bom favor de bloquear tudo por tais direitos autorais. Então vai uma dos bons tempos, é uma que tenho no meu playlist até hoje "Afraid To Shoot Strangers".


Ufa terminei, mas foi legal e fácil de fazer apesar de ser dificil de escolher. Darkwater, Black Label Society, Scorpions, Motorhead e Accept ficaram de fora por exemplo. Falei que iam sobrar várias...

Vá para a parte dois.

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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