Resenha Show: Katatonia - Hangar 110 27/02/11

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

O primeiro show internacional da minha vida! Finalmente!

Nunca tinha ido no Hangar 110, muito menos descido naquela estação - fedorenta já que tem o Rio Tietê ao lado - então dando mais uma olhadinha no Google Maps pra ver a rua onde fica que, ansioso e com pressa (esquecendo o fone pra ouvir as músicas do Katatonia que tenho no meu celular) saio de casa, saí por volta das 19h dando graças a Odin por estar só choviscando depois do dilúvio que teve na mesma tarde. No caminho sendo parado por gente me pedindo dinheiro, cheguei no metrô. O Hangar é próximo ao metrô Armênia que pra você ter ideia, é mais ou menos 5 estações de distância da minha casa, então é perto.

Cheguei por lá por volta das 19h35, 25 minutos antes do horário marcado, e fui correndo pro show. Parece em cima da hora, mas dado ao tamanho da casa e contando a banda de abertura foi uma boa hora pra chegar lá - esperei mais do que queria "hehe". 19h45 e depois de caminhar bastante cheguei ao que parecia o final da fila. Esperando, fiquei dando uma olhada no ambiente onde em frente tinha dois hotéis (convenientes), um chamado Hotel Califórnia (mentalmente me obrigando a "ouvir" a música do Eagles na minha cabeça) e outro bem menor que esqueci o nome, e... só, já que o resto era três carros de cachorro quente e três caras empurrando carrinhos vendendo cerveja no gelo derretido ao longo da fila. Sem música, fiquei ouvindo a conversa do povo em volta até com gancho pra entrar na conversa, mas não tava afim de ficar falando, só usei como distração até chegar na porta. Ouvindo abafado a banda de abertura e com chuvisco, eis que finalmente entro e isso por volta das 20h20.

O lugar é pequeno mas bacana, exatamente ao lado do palco tem dois telões, olhando pra trás a banquinha de camisetas da turnê e mais pro lado alguns lugares pra sentar, e no lado oposto do palco tinha o bar. Entrei lógico, meio pra trás do público, mas aproveitei um cara passando no meio do povo e fui logo atrás, como o lugar é pequeno nem precisei pisar em muitos pés pra chegar próximo do palco. Aí lá esperei, e o DVD do Motorhead passando no telão, passou inteiro e nada da banda. Foi tempo pra uma garota com um pessoal bacana de Curitiba ao meu lado fazer amizade comigo, e pra o povo tosco colado ao palco ficar olhando por debaixo da cortina, tirando fotos ou zuando mesmo. Antes a banda Of The Archangel tocou e pelos comentários fiz certo em ficar lá fora na fila mesmo com ingresso na mão. Só de ouvir o som lá de fora não gostei, vocalista horrível no que perguntei, e parece que eles tiveram atitude de palco deplorável, como o guitarrista ter ficado bravo por o público ter comemorado quando a banda anunciou que iam tocar sua última música. infelizmente manchando um pouco a noite.

Depois de uma espera torturante e da passagem de som, já passa das 21h e finalmente o Katatonia entra no palco. Sou alguém suspeito pra falar da banda - só eu, nem conheço ninguém que more aqui em Sâo Paulo que goste como eu e por isso fui sozinho pro show -, e não esperava outra coisa além de um show foda, e foi isso que aconteceu. Casa pequena, Hangar 110, e por isso com problemas técnicos (coisas de casa pequena) no início do show que a banda prontamente se desculpou, mas isso abalou nem um pouco a grande empolgação do público e da banda a toda hora agradecendo e curtindo estar ali. Foi um setlist muito bem escolhido, passando por todos os álbuns da banda. Tocaram as principais músicas que queria ouvir como "Day and The Shade", "July", "My Twin", "The Longest Year" e "Ghost Of The Sun", até tocaram músicas do início da carreira aonde o vocal era gutural o que foi uma ótima surpresa! (só queria ter ouvido a "Consternation"). Enfim, motivos pra balançar a cabeça e muito!

De praxe a banda mostrou a bandeira do Brasil e nessas horas é engraçado como a gente vira patriota, nem tem como não ficar feliz pela simpatia deles. Jogaram baquetas, toalhas e palhetas, não sou maluco de entrar na briga pra pegar alguma coisa, mas fiquei puto pois cheguei bem perto. E agradeceram várias vezes o público dizendo que o Brasil é um lugar muito bom de se tocar e que o público é altamente receptivo. Simpatia que só casas de shows pequenas podem proporcionar, como eles descerem do palco pra tirar fotos e dar autógrafos. Todos foram bem simpáticos e solícitos pra pacientemente atender todo o público. Só não sei do vocalista porque ele não desceu enquanto eu e o pessoal que conheci aguentamos, infelizmente, pois queria ter tirado foto com ele.

Pena daqueles que não conseguiram ir no show. Pena que pela casa ser pequena, como no Opeth (meu caso) muitos vão ficar sabendo do show só depois. E pena daqueles que não conhecem a banda como deveriam ou simplesmente não conhecem. Pois o show foi muito foda, foi uma performance excelente da banda, inesquecível pra todos que estavam ali, principalmente pra mim por ter sido ser o meu primeiro show gringo!

Fotos do show de Henrique Pimentel e as minhas

Setlist: 

Day and Then the Shade
Liberation
My Twin
Onward Into Battle
The Longest Year
Soil's Song
Omerta
Teargas
Saw You Drown
Idle Blood
Ghost of the Sun
Evidence
Criminals
July

Encore:
For My Demons
Forsaker
Leaders

Encore 2 (e surpresas da noite):
Without God
Murder

Abaixo curtam um pouco da banda, música do último álbum "Night Is The New Day": 


Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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