Resenha Show: Matanza - Kazebre Rock Bar 19/03/11

quarta-feira, março 23, 2011


Antes de tudo tenho uma coisa a declarar sobre o show: Com o perdão do palavrão, foi foda!

Depois disso, prosseguindo...

Eu e meus amigos compramos antecipadamente os ingressos pelo site do Kazebre, metade do preço R$ 15 (na porta era R$ 30, logicamente) e como era só um "pouco" longe da onde moramos - quem mora em SP sabe o quanto a Avenida Aricanduva é longa e distante do centro, que é aonde moro (mais ou menos 1h30 daqui até lá no Kazebre) - combinamos de nos encontrar por volta de 2h30 antes do começo do show. Plano furado, já que um deles ficou na internet paparicando uma de suas "amigas" no msn, mas enfim... saimos às 21h.

Como somos gênios aventureiros, resolvemos fazer um caminho totalmente diferente do que estava no site com dois objetivos, curtir e beber, e ficou a meu cargo fuçar e confiar no Google Maps e em sites de rotas de ônibus achar um ônibus que parasse perto de lá. Entretanto de nada adiantou ficar fuçando, já que depois de sairmos pra comprar uma Dolly guaraná antes num supermercado próximo e chegando a "meca dos busões" (pra quem mora em SP sabe disso) o Terminal Parque Dom Pedro, os tais dois ônibus não chegavam nunca. E como a vida era irônica, todos os ônibus ao redor chegavam e iam embora, menos os dois que estavamos esperando, só nós aliás.

Nisso já se passava de 22h, e defronte ao horário do começo do show se aproximando e nosso outro amigo, que íamos nos encontrar no local do show, me ligando no meu celular pra dizer que estava chegando, resolvemos pegar um ônibus que conhecia muito bem e que passava na tal avenida, entretanto muito antes do local do show. Até me estendi nessa parte porque tenho que citar como o "destino" é maldito. O cujo ônibus que pegamos era o ônibus que pegava todo fim de semana pra ir na casa da minha ex a alguns anos, e o nome da linha dele era o nome da ex do meu amigo, Marília. Acho que ele ficou inconformado com isso o resto da noite.

Enfim, chegando a avenida de destino pegamos outro ônibus que ai sim parava na porta, tanto que no mesmo ônibus estava uma galera que também ia pra lá - coisa que me fez agradecer a Marta Suplicy e ao Bilhete Único, enquanto ela relaxava e gozava na Prefeitura daqui (nada como ver R$ 0,00 em algo). Finalmente no destino final, primeiramente passamos por uma aventura de "repórter da selva" pra atravessar a avenida que não tinha uma maldita faixa de pedestre. Era um tipo de... "ponte" extremamente baixa que passava por cima de um rio meio seco já no final da tal avenida. Bom, éramos "jovens do rock n' roll" atrás do bom e velho rock n' roll, e era mesmo. Faz parte. E finalmente na porta do Kazebre encontramos todo o pessoal que tinhamos pra encontrar lá - uma pessoa - e bora pro show, agora sim começa a resenha.

Com uma chuva fina e intermitente um tanto chata, entramos na fila bem organizada chamada de algo como "vamos nos espremer pra chegar na porta do show". Fila, fila mesmo era só a uns 3m do caixa pra comprar o ingresso ou pra trocar os boletos já pagos pelo ingresso, que era o nosso caso. Já com esse clima de aperto de show entramos, fomos revistados - e não se surpreenda, nada foi encontrado ok? - e fomos pra lá perto do palco. O lugar era bem legal e bem grande, tinham várias grandes tendas onde na maior se encontrava o palco e até uma pequena queda d'água. Achei um clima bem bacana.

Chegando lá na frente o pessoal comprou uns vinhos baratos que custavam a bagatela de R$ 8, e depois de uma espera regada a Ramones e Nirvana, começa o show da banda de abertura Kiara Rocks com um certo atraso de meia hora. Ótima banda, que já conhecia antes pois eles tocam em uns bares aqui perto de casa mas nunca tinha ouvido, tocaram covers de até onde lembro, Nirvana, Ramones, Rage Against The Machine e Metallica. Tiramos umas fotos da banda, tomamos mais o caro vinho barato e depois de mais ou menos 30 minutos até onde tenho noção de tempo (não muita).

Eis que o Matanza entra no palco pra fazer o show do lançamento de seu novo cd "Odiosa Natureza Humana" lançado no último dia 5, matador e com seu rock n' roll direto e divertido como sempre. E como sempre também muito a vontade com o pessoal, principalmente o vocalista da banda Jimmy, comandando o público com seu jeitão malvado e irlandês. E começa o aperto também de todo mundo querer chegar lá na frente e também o bate-cabeça, felizmente tudo de boa. A banda com aquele clima de saloom de velho oeste, tocou todas as músicas de praxe como "Meio Psicopata", "Bom é Quando Faz Mal", "Clube dos Canalhas", "A Arte do Insulto" e "Ela Roubou Meu Caminhão" e algumas do novo cd, como a faixa-título. Abaixo a arte do cd:


Não tenho dúvidas que todos sairam satisfeitos. Os que ficaram lá na frente do palco, os que ficaram lá atrás, e o resto que apenas aproveitou o show de todas as formas, como nosso caso. Curtindo até ficar rouco e exausto, tanto que o show foi sábado e só estou escrevendo a resenha numa quarta-feira.

A casa ficou pequena pra tanto barulho e empolgação de por volta de 5 mil fãs, mais malucos e beberrões que a banda. Pena que a organização na "fila imaginária" antes do show não foi nada satisfatória, acho que o clima de aperto ali deveria só ser reservado pra parte do show. Sorte daqueles que já tinham o ingresso pago como nós ou já tinham ele na mão, pelo tamanho da casa essa parte devia ter sido um pouco melhor. Mas fora isso o show foi do caralho, e falando da parte mais técnica, parabéns pro som da casa que estava ótimo, dava pra ouvir tudo perfeitamente. E em todo mundo com certeza ficou a vontade de quero mais, mesmo com 28 músicas tocadas. Bem que podiam ser 100 naquela noite. A fina chuva tornou as coisas melhores e mais inesquecíveis!

Pena que não tiramos fotos da banda...

Setlist:

Ressaca Sem Fim
Meio Psicopata
Interceptor V-6
Tempo Ruim
Maldito Hippie Sujo
O Último Bar
Taberneira, Traga o Gim
Imbecil
Mesa de Saloon
O Chamado Do Bar
Todo Ódio da Vingança de Jack Buffalo Head
Quando Bebe Desse Jeito
Matarei
Eu Não Bebo Mais
Quem Leva a Sério o Que?
Remédios Demais
Odiosa Natureza Humana
Pé na Porta, Soco na Cara
Quem Perde Sai
Eu Não Gosto De Ninguém
Bebe, Arrota e Peida
Bom é Quando Faz Mal
Clube Dos Canalhas
A Arte Do Insulto
As Melhores Putas do Alabama
Sabendo Que Posso Morrer
Ela Roubou Meu Caminhão
Whisky Para Um Condenado
Estamos Todos Bêbados / Interceptor V-6

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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