Mike Portnoy saiu do Dream Theater? O que acho?

terça-feira, maio 17, 2011

Como fã finalmente resolvi falar sobre isso, e talvez tenha esperado o desfecho "final". Nessa passou-se mais de 6 meses.

Desde o ano passado os fãs de Dream Theater, como eu, ficaram chocados com a saída de seu baterista, talvez o seu maior ícone ao lado do guitarrista John Petrucci, Mike Portnoy. E desde então que se viu - e se vê ainda - é uma novelinha que quando você imagina ter acabado, não acabou.

Resumindo brevemente, Mike Portnoy em setembro do ano passado pediu "férias". Depois de 25 anos ininterruptos ele resolveu entender que a química não era mais a mesma como antigamente, musicalmente e no relacionamento entre os integrantes. E assim uma pausa dele e por conseguinte da banda inteira depois da turnê, com cada um fazendo seus projetos, seria benéfica para ambas as partes para assim voltar triunfamente e nos bons tempos, com as baterias recarregadas. Mas o resto do DT, não entendeu bem assim. Não o lado do Portnoy, mas eles não queriam uma pausa e queriam seguir com o projeto de um novo álbum para 2011. E assim se seguiu, a separação.

Portnoy que vinha dando uma mão para o Avenged Sevenfold na sua turnê desde a morte do baterista da banda ("The Rev"), depis de anunciar sua saída do DT, gravou um álbum (Nightmare) com a banda que nas palavras dele vinha se divertindo tanto, e nessa se seguiu até o fim de 2010 quando A7X (que raios de sigla é essa?) resolveu dar um pé na bunda de Portnoy com receio da alta exposição que a banda sofreu pela novela da antiga banda do "seu baterista".

Já o DT resolveu seguir seu caminho e realizou uma audição com 7 bateristas logo em 2010, e aumentando a "novelinha", divulgou um "reality documentário" chamado The Spirit Carries On (tradução livre seria como "o espírito continua") e dentre os sete Aquiles Priester, Peter Wildoer, Marco Minnemann, Virgil Donati, Derek Roddy, Mike Mangini e Thomas Lang. A banda logo de cara escolheu o primeiro cara que participou da audição, Mike Mangini.

Ufa, e olha que resumi.

Sobre a audição que assisti, posso dizer que a escolha foi acertadíssima, e mesmo sendo fã digo isto de forma isenta. Pode ter parecido cartas marcadas, até porque o Mangini foi o primeiro da lista de audição, e logo ali os integrantes soltaram um sorriso que evidenciava que tava já com "jogo ganho", mas não foi. O Mangini realmente mereceu e se preparou pra isso, não foi nada difícil de ver que ele parecia já um integrante da banda ao sentar ali no "banquinho de Portnoy". O único que chegou muito perto daquilo que o DT queria, foi o Marco Minnemann, e ele foi o único que gostei realmente fora o Mangini. Já os outros foram "reprovados" por nervosismo ou uma falta da técnica necessária, ou mesmo carisma com a banda ou mesmo com a musicalidade empregada - bom de ver como todos levaram como uma grande experiência e diversão. A maior "decepção" foi disparado o Aquiles Priester, que foi do nível de seu inglês sofrível. Decepção entre aspas porque... ele não é um grande baterista na minha opinião, talvez se ache mais do que é. E de todos foi o que menos tinha a ver com o estilo do DT, me pareceu alguém que caiu de paraquedas ali muito porque ele tem uma banda, o Hangar, e todos os outros mais participam de projetos e ficam entre uma banda e outra. Só olhando por esse lado me pareceu até um tipo de desrespeito com os outros integrantes do Hangar.

Primeira foto oficial de Mike Mangini com a banda
Agora escolhido o Mike Mangini pra ser o novo baterista da banda, semana passada surge a notícia oficial revelada pelo guitarrista John Petrucci em entrevista de que o outro Mike, o original, o Portnoy, depois de iniciadas as gravações liga e pergunta se pode voltar.

Bom, como fã, opinando sobre tudo isso. Tanto quanto a atitude de o Portnoy ter pedido um tempo pra banda com o intuito de recuperar aquela "química perdida" musicalmente e entre os integrantes como todo é válida, também foi válida a decisão da banda continuar sem talvez sua principal marca. O DT pode ser um bebê do Portnoy (como ele disse já várias vezes), mas ele nunca foi o único dono da banda e muito menos o único dentro dela.

Se o Portnoy queria novo ares "apaixonados e recarregados" pra renovar sua banda, ele conseguiu indiretamente pro DT. Agora com certeza, talvez desde o começo do processo de audição, a banda realmente respira esses novos ares e com empolgação; até como se fosse o primeiro álbum desde a volta que Portnoy planejava, talvez ele mesmo tenha percebido isso, é um tanto até irônico. Mostra a força do DT como banda e acho que o Portnoy ficará feliz com o tempo. Ele com seus projetos e a banda seguindo em frente.

Não se pode afirmar como o álbum com o Mangini será, mas pela qualidade dos músicos ali presentes, não tem como não esperar um bom resultado até superior a o dos últimos álbuns com o Portnoy nas baquetas. Trocas de integrantes marcantes em bandas é algo muito subjetivo, mas temos já muitas provas de como isso pode dar muito certo. E se formos falar de ícones mesmo, o que dizer de troca de vocalistas? Eu pessoalmente prefiro Dio a Ozzy no Black Sabbath, Ripper Owens a Rob Halford no Judas Priest, John Bush a Joey Belladonna no Anthrax; e falando de substituições causadas por integrantes que queriam continuar o legado como os integrantes do DT, podemos citar o Bon Scott por Brian Johnson, e a recente volta do Accept, muito bem sucedida por sinal, substituindo o baixinho Udo Dirkschneider pelo Mike Tornillo, e tantos outros. Ícones podem ser substituídos, ainda mais bateristas. Um excelente Mike passou a tocha pra outro Mike.

Então repudiando as mágoas das viúvas do Portnoy, três vivas ao excelente e carismático Mangini. Que venha o novo álbum!

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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