Resenha CD: Scar Symmetry - The Unseen Empire

sexta-feira, maio 13, 2011

Para mim um dos melhores lançamentos do ano de forma disparada esse ano com toda certeza!

Em 2008 depois do lançamento do "Holographic Universe", o maior destaque da banda, o vocalista Christian Älvestam, anuncia sua saída. Eu confesso que não sei dos motivos que o forçaram a isso especificamente mas acredito que sejam pelas velhas "diferenças musicais", tanto que logo no ano seguinte de sua saída do Scar Symmetry, ele formou o Solution 45, que está bem dentro de sua proposta vocal de alternar guturais potentes com uma voz bem melódica; justamente o diferencial do Scar Symmetry, já que o som da banda por si só não se achava talvez com tanto destaque no meio da cena do "death melódico sueco" cena de inúmeras bandas de sucesso - sem contar que o vocalista parece um sósia do Bjorn Strid, vocalista do Soilwork!

Para suprir a ausência de seu principal destaque o Scar Symmetry não perdeu tempo e no mesmo ano inovou. Em vez de chamar um substituto, chamou dois: Robert Karlsson e Lars Palmquivist (usei o copiar e colar porque são nomes muito chatos de digitar), e em 2009 lançaram o ótimo "Dark Matter Dimensions" mantendo o ótimo entrosamento da banda se arriscando bem mais no seu som, mas mantendo os seus refrões pegajosos - vide a "The Iconoclast" que você se vê cantando sozinho.

Lançado mês passado no dia 15, ao ouvir "The Unseem Empire", vemos que é uma banda mais madura e mais entrosada em relação a dupla de vocalistas. Aqui vemos um resultado mais pesado e denso na composição das faixas usando muito bem a dupla de vocalistas - que acredito que participaram muito mais nas composições, aliás se passaram 3 anos desde da saída do Christian. Os refrões pegajosos estão ali, mas estão longe - mesmo em comparação ao álbum anterior - de serem o destaque maior da música e dos vocalistas; o que no meu modo de ver é uma novidade muito bem vinda. 

O álbum no todo é excelente, mas podemos citar como destaque a sequência inicial do cd formada por "The Anomaly", "Illuminoid Dream Sequence" e "Extinction Mantra". E principalmente a faixa "Rise Of The Reptilian Regime", que mostra muito bem o que disse do álbum, e esse lado mais maduro da banda. 

Na minha visão a banda cresceu muito musicalmente com a saída do Christian Älvestam prontofalei (tenho uma amiga que vai ficar puta da vida quando ler isso), e inclusive os dois vocalistas tem uma voz mais agressiva nos timbres limpos, no gutural o Christian supera. Com esse "The Unseem Empire" o Scar Symmetry se diferenciou brutalmente das outras bandas da cena de Gotemburgo, o que me agrada muito. Dark Tranquillity e Arch Enemy são dois belos exemplos de tipos de bandas que se conhece por serem de um som único em praticamente todos os aspectos.

Como eu disse na última resenha que fiz do álbum "Wasting Light" do Foo Fighters; álbum bom é aquele que dá vontade de falar e recomendar pra todo mundo, é aquele que dá vontade de falar. E esse se enquadra muito bem nisso. Recomendadíssimo!

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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