Resenha CD: Arch Enemy - Khaos Legions

sexta-feira, junho 03, 2011

Desde de 2007 quando foi lançado o irregular "Rise Of The Tyrant", o Arch Enemy colocou um CD de regravações da época do John Liiva - que foi o vocalista anterior a Angela Gossow -, e um CD e DVD ao vivo chamado "Tyrants Of Rising Sun" gravado no Japão. E cá estamos em 2011, 4 anos depois. E depois de tanta espera e ansiedade, foi finalmente lançado o novo álbum de inéditas da banda, "Khaos Legions". E ao ouvi-lo posso dizer que o resultado foi ótimo, entretanto com alguns resultados irregulares, mas que são normais se você não for um típico fã xiita chato.

De quebra o disquinho logo na abertura nos brinda com o instrumental "Khaos Overture". Com cara de "Tears Down The Walls"  (do álbum "Anthems For Rebellion") guardadas as devidas proporções, a introdução vem bem a calhar para a música - que todos já conheciam - "Yesterday Is Dead and Gone" com riffs simples e eficientes. Aliás a trinca inicial do álbum é sem dúvida um destaque, formada pela faixa que acabei de dizer, "Bloodstained Cross" e "Under Black Flags We March". São pedradas na orelha!

A "Bloodstained Cross" tem uma pegada ótima, bem rápida e thrash, com um refrão que se encaixa bem no estilo mais moderno do Arch Enemy empregado desde 2003 a partir do "Anthems For Rebellion". E aí vem a "Under Black Flags We March, o destaque do álbum pra mim, com um baixo puxando o ritmo para uma bateria pesada e riffs lentos e pesados para banguear, é uma música bem estilão do "Doomsday Machine". Todo mundo que tem oportunidade de falar comigo sabe que gosto desses tipos riffs.

A partir da 5ª faixa a coisa degringola, isso porque talvez vem a faixa mais infeliz do álbum. Eu falo da faixa "No Gods, No Masters" que cairia bem pra um CD do In Flames. Bom, ela não é ruim por si, é bem produzida, mas soa deslocada com o álbum e com a banda que a toca. Felizmente a faixa seguinte, City Of The Dead" traz de volta a força do álbum, seguida de "Through The Eyes of a Raven" com uma pegada power, e da ótima "Cruelty Without a Beauty", peso e velocidade com tons épicos, o que mais poderia querer?

Depois do segundo desnecessário instrumental "We Are a Godless Entry", vem a outra pedrada "Cult of Chaos", seguida pela ótima "Thorns in My Flesh". Ai finalmente chega o terceiro instrumental, que consegue ser mais inútil ainda (apesar de ser um dedilhado bonitinho), pois é bem no meio de duas faixas bem rápidas, e isso de certa forma quebra o ritmo. Felizmente ele é curto e logo vem a excelente à la Slayer "Vengeance Is Mine"; e para finalizar, com a normal porém de qualidade "Secrets".

Destaque para a dupla de guitarras do Michael e Christopher Amott que roubam a cena por várias vezes no álbum com solos e dedilhados perfeitos, a cada álbum fica cada vez mais evidente como eles sabem como poucos tocar em dupla aliando técnica e feeling. E bom, falar da Angela Gossow no vocal é chover no molhado; não há mulher alguma que urre assim. Entretanto várias vezes de uma música pra outra, ela me passou a sensação de estar um pouco abaixo do que pode, todavia, os vocais dela como sempre, se encaixaram muito bem nas músicas. Outro destaque é para a capa que ficou bem legal!

"Khaos Legions" foi uma "volta" de respeito da banda que ficou por 4 anos sem inéditas. O novo trabalho tem o suficiente para figurar na discografia no Arch Enemy e com respeito para figurar entre os melhores. Apesar de a banda recusar o rótulo de banda de Death Metal Melódico, com certeza é a que melhor se encaixa, e esse novo trabalho mostrou claramente isso tanto quanto figura entre os melhores do estilo.

Dando uma nota, um 8 cairia bem. E você o que acha?

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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