Resenha CD: In Flames - Sounds of a Playground Fading

quinta-feira, junho 16, 2011

Lançado dia 15, conhecido mais como ontem, o sucessor do fraco "Sense of Purpose" lançado em 2008 é bem mais agradável de ouvir que seu predecessor. E dentro da proposta que a banda tem de sempre se "mexer" de álbum pra álbum, vemos que eles acertaram mais a mão dessa vez. O novo álbum mescla bons riffs com passagens eletrônicas que é a proposta do In Flames desde do "Reroute to Remain", e este foi uma volta a esse passado. Mas está longe de agradar totalmente a aqueles admiradores dos primeiros trabalhos da banda.

Analisando faixa a faixa começando pelos bons momentos, "A New Dawn" passa uma veia bem progressiva, e aliando melodia e agressividade, com um ótimo riff. E ao lado dela figura "Where The Deads Ships Dwell", que mostra uma boa dupla de guitarras, com um riff simples porém bem grudento com um ótimo solo, resgatando até certo ponto a fórmula que foi usada na ótima dupla "Colony" e "Clayman" que fizeram a banda se destacar de vez no meio do "Gothemburg Metal", e que tenho certeza que muita gente sente falta. Ela lembra bastante o single do álbum "Reroute to Remain", "Cloud Connected". Outro bom momento é a "Darker Times", uma faixa rápida e pesada dentro do estilão moderno do In Flames, mas que acho que vai agradar quem não gostou muito do álbum até agora; destaque para o solo.

Agora passaremos pelos momentos "nada". O que são momentos "nada"? São aqueles momentos que ao terminar de escutar o álbum você nem lembra que a faixa existiu, mas que de todo, figuram bem no álbum. Falando desses momentos: Temos a faixa-título e a "Enter Tragedy", com a primeira faixa se baseia mais numa levada densa na guitarra e a segunda ao exemplo de "All For Me", "The Puzzle" e a "Fear Is The Weakness", que são faixas bem ao estilo In Flames mais "moderno", com batida rápida e riffs mais pro lado "Come Clarity"; com destaque para a "The Puzzle" pelo peso empregado na guitarra. Sendo a "Ropes" a mais fraquinha delas.

Falando das baladas e do lado "single", mas continuando no lado "nada". A "Liberation" é a balada que você imagina ao fundo imagens de romance mas em um filme de terror adolescente, se é que vocês me entendem. É agradável de ouvir, mas é bem do tipo da faixa que você apertaria o botão pra avançar. Chegando ao single que está na sexta faixa, "Deliver Us" é de longe o tipo da faixa grudenta e é ótima pra banguear, porém outra vez no álbum é uma faixa que me passa a impressão de te-la já ouvido antes. Alguém lembrou de "Trigger" do "Reroute to Remain"?

Sobre as experimentações, "Jester's Door" ao contrário da referência que o nome dá ao saudoso álbum "Jester's Race" de 1996, não tem absolutamente nada a ver com ele; pelo contrário, o que se escuta é uma faixa curta com Anders Frieden falando com uma voz baixa e grossa por cima de uma experimentação atmosférica e eletrônica. Bom, analisando só a faixa, ela me agradou, porém não me parece uma faixa que se necessitava no álbum; parece pra mim que eles só não colocaram a música na última faixa pra obrigar ao ouvinte "apreciar toda a experiência". Já em "The Attic" vemos outra vez esse lado, mas agora não me agradando nem um pouco, principalmente depois de uma faixa que me empolgou tanto que foi a "Where The Deads Ships Dwell".

Se ao longo do tempo eu perdi o gosto pelo "metal de Gotemburgo" não sei, mas com certeza fiquei mais exigente para ouvir certos trabalhos de várias bandas que gostava. E esse "Sounds of a Playground Fading" podia se mostrar como um ótimo álbum pra mim antes, mas hoje está bem no nível mediano/agradável. Sabe a sensação de encontrar duas ou três faixas legais, mas depois um "nada"?

Citei várias vezes os álbuns "Reroute to Remain" e "Come Clarity". E ao ter chegado ao final do novo trabalho, nota-se claramente que ele se mostra como uma mescla de bons momentos dos dois, mais precisamente uma continuação direta do último álbum do In Flames que me agradou, o "Reroute To Remain"; o que me agradou bastante em vista dos últimos trabalhos da banda. Porém apesar dos elogios, no todo, as duas faixas iniciais do álbum acabam resumindo o que o álbum é: bons momentos de um death metal melódico moderno (?), mas mediano dentro daquilo que o In Flames é capaz de fazer. 


Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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