Resenha Game: F.E.A.R. 3 (Xbox 360)

domingo, agosto 26, 2012

Desenvolvedora: Day 1 Studios
Distribuidora: Warner Bros. Interactive
Suporte: Multiplayer online
Gênero: FPS / Survival Terror

Jogos de FPS (First Person Shooter) são a nova velha galinhas dos ovos de ouro da indústria gamer. Se nos anos 90 tínhamos os jogos de plataforma reinando soberanos, desde quando o 3D foi implementado no Playstation 1 e principalmente depois do lançamento de "007 Goldeneye" para o finado Nintendo 64 - definindo muito do que veríamos dali pra frente -, o gênero tomou forma e dominou de forma arrebatadora o mercado.

O que é um lado bom representando a evolução dos consoles tal qual os conhecemos agora, é também um lado ruim. Tal qual nos anos 90 em que tínhamos muitos jogos genéricos de plataforma, o gênero de FPS sofre um desgaste evidente de falta de criatividade e até falta de espaço pra isso mesmo; os "Call's of Duty" lançados a todo ano como se fossem FIFA's não me deixam mentir.

Eu como jogador, ainda sou a moda antiga, prefiro os jogos de ação e aventura em que o apertar de botões se sobressai, nunca fui muito fã de FPS apesar de um número assombroso de lançamentos alcançar o mercado. Não que o gênero seja ruim, claro que não. Tanto o enredo e os gráficos, como a ação de muitos jogos salta aos olhos; mas é que sinceramente "ainda" não tenho muita coordenação pra eles... Enfim, acabo sendo limitado a jogos em que possa jogar em multiplayer mesmo, seja contra, como Unreal Tournament mesmo, ou seja em modo cooperativo como o jogo em que falaremos hoje: "F.E.A.R."

Especificamente nesse terceiro game, o jogador conhece a história dos irmãos Point Man e Paxton Fettel. O segundo era o principal vilão do primeiro jogo da franquia, no qual Point Man agia como o protagonista que buscava eliminar Fettel. Agora, anos após os acontecimentos de "F.E.A.R"., Fettel, morto no primeiro game, retorna como fantasma, e busca ajuda de Point Man para encontrar a temível mãe deles, chamada Alma.


Fettel mesmo com um buraco na cabeça, ele sendo um fantasma consegue enxergar alguns locais invisíveis para seu irmão. Além disso, e o mais divertido, a assombração pode lançar explosões psíquicas e controlar os corpos dos inimigos, sendo possível possuir as pessoas tomando controle dos oponentes e assumindo seus ataques e movimentos. Pessoalmente como não me dou bem com FPS, foi o personagem que escolhi e é perfeitamente recomendável para quem não sabe bem ir para a ação.


E falando em modo cooperativo, esse modo é o que me chamou mais atenção e o que me fez vidrar por ele apesar de não ter tanta experiência com FPS. "F.E.A.R. 3" conta com esse foco trazendo uma campanha estrelada pelos dois personagens principais, Point Men e Paxton Fettel. Cada um deles aqui conta com um tipo de jogabilidade diferente. Enquanto Point Man, traz a boa e velha jogabilidade convencional de um FPS, Fettel possui habilidades especiais para quem virou presunto; que como disse foi morto no primeiro game.

O diretor John Carpenter é um mestre do terror e aqui ele reitera isso. assustador e gore em muitos momentos, "F.E.A.R." traz vísceras por todo o lado e criaturas bizarras aparecendo do nada, fora a mistura de um mundo apocalíptico, com "mechas", fantasmas, guerra e monstros, tornando o game único.

Aqui os inimigos se valem de tudo e os tiros vem de toda a parte, usando os flancos e usando cobertura pra se proteger. O que torna fundamental o modo cooperativo tanto quanto divertido, como se eu e meu amigo fôssemos uma inseparável dupla mesmo. Essa diversão é o ponto alto do jogo. Sobre o enredo esse é um caso a parte. Sinistro do começo ao fim, de um lado temos uma aberração que é o Point Man, Fettel como um espírito que voltou dos mortos, e sua maligna mãe Alma. Nesse caso as legendas em português são mais que bem vindas nos brindando com uma história digna de um dos melhores filmes de terror.

Para mim não é desejável um game praticamente infinito, isso se torna cansativo, mas curto demais também incomoda, e esse é o caso de "F.E.A.R 3". Lamentavelmente de tão bom, o jogo é curto. Com 8 atos também curtos, numa jogada só e num dia, ele é facilmente terminável. Isso não tira o brilho do jogo como um todo, mas sendo tão bom e com um ar de "ufa" depois de passar por tantos desafios, é fácil acabar se pegando ao falar: "já?".

Já os gráficos do jogo não são acima da média capazes de saltar os olhos - pelo menos não atentei tanto pra eles -, mas sinceramente a jogabilidade e a ação frenética do jogo são tão boas que isso acaba passando despercebido. Tanto quanto seu enredo é ótimo, claro. 

Com sua primeira versão lançada originalmente para PC no longínquo ano de 2005 produzido pela Monolith e distribuído pela Vivendi Games, com a supervisão de John Carpenter nas cenas animadas, o game de 2011 retornou trazendo de volta para a franquia o clima de terror que andou meio de forma do segundo game. Uma fórmula de sucesso e o diferenciando da enxurrada de FPS de guerra que vemos por aí, com um divertidíssimo modo cooperativo e uma Inteligência Artificial desafiadora. Me diverti muito!

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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