Resenha Game: Star Wars - The Force Unleashed II

segunda-feira, agosto 06, 2012

Aclamado como talvez o melhor representante da saga de George Lucas, Star Wars: The Force Unleashed apresentava boa jogabilidade, bom enredo, e se a diversidade de golpes e de inimigos não era "enormemente grande", isso compensava no fato de o game te colocar na pele de um Jedi, o que é deveras empolgante. Afinal quem nunca se imaginou na pele de um Jedi ou Sith eliminando adversários com seu sabre de luz?

Fui um dos felizes jogadores que jogaram o primeiro Star Wars: The Force Unleashed no saudoso Playstation 2, e de tão bom zerei rapidamente. Pena que era curto, mas até dá pra dizer que é um game com esse propósito.

A força do enredo

Para quem não jogou o primeiro game é bom falar sobre seu enredo. Uma observação é que a história de Starkiller é paralela a saga de Star Wars então não esperem revelações, é só mais um pedacinho do enorme bolo chamado Star Wars.

O primeiro game se passava entre os eventos de A Vingança dos Sith (Episódio III) e Uma Nova Esperança (Episódio IV). Para resumir, os espiões do Império localizaram num planeta distante um Cavaleiro Jedi sobrevivente que lidera uma resistência contra as Forças Imperiais. Como bom chefão mau que é, Darth Vader vai até o planeta para eliminar o Jedi e esmagar a resistência. Mas durante o duelo, Lorde Vader sente a presença de alguém muito poderoso com a Força, e Vader acaba notando que se trata do filho desse Jedi (Starkiller) levando-o consigo para fazê-lo seu aprendiz Sith. Com o passar do tempo, Darth Vader envia seu aprendiz aos secretos nos cantos mais remotos da Galáxia com a missão de exterminar Cavaleiros Jedi sobreviventes. As missões são testes para que o aprendiz mostre se é realmente poderoso o suficiente para ajudar Vader a derrotar o Imperador.

Então aqui no segundo game a missão é a maior carta marcada das HQs: reviver personagens, ou melhor, cloná-los.

O "senhor de todo o mal" Darth Vader afim de recuperar seu principal aprendiz, está produzindo em massa clones de Starkiller no planeta de Kamino (lembram-se do episódio II?), no entanto, os clones são assombrados pelas memórias do Starkiller original ficando confusos acerca da sua identidade. Um destes clones (apesar que não fica claro se é um clone de Starkiller ou o próprio) consegue escapar e começa uma jornada para ficar entender as memórias na sua mente, tanto que na campanha surgem flashbacks com as memórias do protagonista nas empreitadas anteriores no game passado. Assim, mesmo quem não teve a oportunidade de conhecer o game original, pode compreender o início da trama e vivenciar alguns embates da “nova versão” do combatente.

Gráficos dignos de um Jedi

Como uma sequência faz de melhor, aqui temos mais poderes Jedi, outros cenários e desafios. Mas ao contrário do primeiro game onde comprávamos as habilidades, aqui as evoluímos a medida que ganhamos pontos por matar os inimigos; algo muito semelhante com as "orbs" de God Of War. E por ser uma evolução do PS2 para a X caixa, logicamente que o game traz uma melhora absurda de gráficos, uma coisa linda para comparar com jogos como Uncharted e Batman: Arkham Asylum. Está na cara que a Lucas Arts caprichou. Atentem para os detalhes como na batalha quando os dois sabres se tocam e uma fumaça sai, ou nos detalhes do chuvoso planeta Kamino em que as gotas escorrem em cima do rosto dos personagens.

Poderes dignos de um Startrooper

Se tudo isso é qualidade, como disse aqui, também mantiveram-se os defeitos. Exemplos são alguns como:

- A repetição irritante das animações quando você escolhe matar o inimigo na famosa sequência de botões chamada "quick-time event".

- A possibilidade de evoluir seus poderes, mas isso ser limitado só ao fato de o poder ser mais forte e não tanto no visual. E isso vale também para as cores de sabre que sinceramente não alteram muito o poder do jogador.

- A falta de variedade de inimigos, e até menor do que no primeiro game. O que se torna imperdoável quando falamos de uma evolução de um PS2 para um Xbox 360.

- De tão bom, é curto até demais.

O medo de se arriscar superou a dedicação dos gráficos. E assim tivemos mais um game em que a produtora mais resolveu fazer dinheiro em cima da franquia aproveitando o sucesso do primeiro, do que uma segunda edição que superasse essa primeira. Acabou sendo o esquema de espremer a laranja até o último bagaço que tanto vemos por aí em diversas mídias.

A sequência tão boa é?

Um Assassin's Creed ou um Crysis tem visuais impressionantes, uma diversidade de movimentos e realismo enorme, e portanto são sim divertidos. Um verdadeiro soco no estômago para quem ainda diz que games são coisa de criança. Porém esses são tipos de games que exigem uma dedicação enorme do jogador e requerem um nível de aprendizado maior, não são aqueles para reunir os amigos e dizer: "vamos zerar um game nesse fim de semana?", entendem?

Talvez esse "prazer de locadora" de jogar um game divertido, fácil e intuitivo sem perder o brilho de gráficos lindos com uma boa história, pra mim é algo prazeroso e é algo que Star Wars: TFU II proporciona. Sem contar que o fato de ele ser curto, aumenta o fator replay (se você curtiu o game, claro). Comparando nesse quesito, lembram-se de como Metal Slug era? Talvez esse lado tenha sido o ponto mais impactante do game sobre mim.

Então vale a pena? Isso depende do que você quer e até do que você pensa sobre o ato de jogar vídeo-game. Star Wars: TFU II é um game pra descontrair dado a sua duração e para dar brilho aos olhos visualmente (o game é lindo MESMO). Mas entre tantas coisas, qualidades e defeitos, o fato de o game ter sido lançado para duas gerações de consoles diferentes torna uma evolução não só visual, mas sobre as opções gerais, quase que obrigatórias e isso faz muita falta aqui. É o suficiente para diminuir a avaliação do jogo, o que é uma pena.

Agora resta torcer para uma terceira edição dessa ótima franquia em que se aproveite melhor o potencial enorme que ele tem. Pois se o jogo nunca foi ruim, muito pelo contrário, aqui ele poderia ter sido muito mais.

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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