Resenha Game: DMC - Devil May Cry

domingo, janeiro 20, 2013

(Resenha fresquinha pois acabei de terminar o jogo com meus amigos)

Penso que depois do fracasso que a série teve no quarto título lançado na atual geração não só como jogo, mas com a grande maioria dos gamers, a Capcom resolveu dar um reboot na série. E convenhamos que um quinto título mesmo indo nos padrões do terceiro título lançado no Playstation 2, e que é considerado o melhor capítulo da série, iria naquela linha de "mais do mesmo". para a Capcom a série precisava de novidades, portanto a tarefa foi entregue a produtora Ninja Theory, autora de jogos como Heavenly Sword e Enslaved, que tinha a tarefa de renovar a série para o mercado ocidental e ainda sim torná-la relevante mais amplamente no mercado, já que o Dante clássico tinha um visual mais oriental.

Então quando soubemos da "renovação" que a série bem-sucedida Devil May Cry sofreria, logo torcemos o nariz. A ideia de um Dante mais "emo", mais adepto de um McDonalds (mesmo ainda comendo pizza) e um jogo com um visual mais urbano não agradava a primeira vista. Entretanto a medida que os trailers foram saindo e a jogabilidade e o visual eram apresentados de forma mais objetiva, logo vimos que esse era um jogo da qual merecia mais atenção e até essa mudança de visual era necessária. Afinal, você acha mesmo que o título teria tanto burburinho e curiosidade se não tivesse sofrido a tal mudança? Sabemos bem que quando um game lança títulos abaixo do que já tinha lançado perdemos logo o interesse por ele...

Como disse temos aqui um Dante mais jovem, e logo um Dante que nem sabe quem são seus inimigos, o que é, e talvez nem os golpes que é capaz de fazer. Como um adolescente que é, Dante vive uma vida promíscua e liberal, após crescer em orfanatos e ter uma infância bem triste (entre outros desdobramentos do passado que descobrimentos ao longo do game). Num belo dia Dante logo é encontrado pelos demônios que estão caçando sua alma, comandados por Mundus, o lorde dos demônios, que tem algum envolvimento com sua família – principalmente com o pai de Dante, Sparda. Durante os desdobramentos aparece Kat, uma integrante da organização conhecida como A Ordem, comandada por ninguém menos que Vergil, e que o auxilia durante toda a história.

A narrativa é aquela já tradicional dos jogos top atuais com aquele clima cinematográfico, variando bastante entre partes jogáveis e CGs. Num todo a história é bem comum, o que é nada mais que normal já que o game tem todo o destaque. E esse é nada menos que alucinante com a ação "descerebrada" (no bom sentido) a todo momento não tendo partes chatas - problema bastante recorrente no quarto título

O design do jogo é nada menos que impressionante com as fases tendo detalhes e ambientação fodásticas, assim como a trilha de sons mais industrais e eletrônicos feitos pelas bandas Noisia e Combichrist, com riffs legais e abtidas igualmente, que soam nada repetitivo e não irritam o jogador - e ensinando como se faz uma trilha mais Metal para um Prince Of Persia Warrior Within da vida...

Os inimigos tem uma boa inteligência artificial e os chefões claramente guardam um desafio maior, mesmo com a impressão que tive que os inimigos nas fases eram mais "chatos" que os chefões em si. Num todo, o jogo na dificuldade normal é simpático a novos e experientes jogadores e "zerável" em final de semana. Por exemplo passar os chefes finais, Mundus e Vergil, são passáveis sem item algum na dificuldade normal com uma boa habilidade.

Pra executar esses diversos e divertidos combos é indispensável uma boa jogabilidade, e é o que temos aqui. Entretanto o único porém é que faltou uma trava de mira para as armas de mão, pois sem ela somos obrigados a "mirar" com a câmera e assim é simples enrolar as duas coisas. E infelizmente isso as torna quase inúteis a longo prazo, mesmo essas sendo evoluídas no último nível, já que sem a tal trava usar uma arma de longo alcance é mais prático.

Felizmente a Ninja Theory só fez o trabalho de fazer nova versão, um Dante com cabelos mais curtos e pretos (e para aqueles que ainda reclamam disso, ao finalizar o jogo, abre-se o cabelo branco para Dante), mais jovem e com uma cara mais "humana "ao invés de anime. No mais é só. O que interessa mais, que é a jogabilidade de Dante continua a mesma, com altas possibilidades de combos e sistema de classificação que incentiva o jogador a variar os combos e armas, evitando aquela "apelança" tradicional. Então não adianta matar os inimigos só com uma arma já que isso não lhe dará muitos pontos, o objetivo é variar e alcançar o mais número de pontos possível, já que isso aumentará sua classificação ao final das missões e lhe dará mais possibilidade de evoluir suas armas e outras habilidades. Em outras palavras é o que tanto gostamos em Devil May Cry 3, e dá pro título um fator replay quase que irresistivel.

O título alcançou seu objetivo de diversão e fator replay mesmo para os jogadores menos experientes, e nos apresentou um Dante positivamente surpreendente. Acredito que DMC provou ser tão bom que mesmo aqueles ainda torcem o nariz para o visual de Dante vão dar o braço a torcer.

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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