10 livros da cultura nerd que você não pode deixar de ler

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Creio que o título é auto-explicativo. vale lembrar que esta não é uma lista em ordem de preferências, mas sim livros que ganharam enorme destaque ao longo do tempo na literatura nerd. Confira e corra atrás pra ler:


Julio Verne - Viagem Ao Centro da Terra

Se você é mais jovem, talvez conheça Viagem Ao Centro da Terra apenas como um filme (bem ruinzinho, por sinal) com Brendan Fraser, mas o livro escrito pelo francês Julio Verne em 1864, é talvez um dos primeiros passos em direção à ficção científica como conhecemos hoje.

O livro conta a história do jovem Axel e seu tio, o famoso geólogo Dr. Otto Lidenbrock que desvendam um código e partem em uma aventura que os leva as profundezas da Terra.

Julio Verne também escreveu outros grandes clássicos, como Volta Ao Mundo Em 80 Dias e Vinte Mil Léguas Submarinas


Neil Gaiman - Deuses Americanos

Neil Gaiman é nome conhecido de quem gosta de quadrinhos. Responsável pelo personagem "Sandman" na linha Vertigo da DC Comics. Gaiman também tem uma carreira de sucesso como escritor de romances. Seu maior sucesso é, não por acaso, "Deuses Americanos", de 2001.

A trama segue Shadow, um ex-presidiário que segue em uma viagem acompanhando Wednesday (na verdade o deus Odin) em dusca dos antigos deuses mitológicos que se defrontarão com os deuses "modernos" que se fortaleceram nos últimos anos. Estes deuses são a TV, a internet, cartão de crédito. Na visão do autor, tudo o que se cultua vira motivo de culto, e assim ganha poder.

Gaiman cria com maestria uma visão épica da sociedade moderna e do próprio ser humano, que cultua e descarta tudo e todos com a mesma rapidez.


H.G. Wells - A Guerra dos Mundos

Difícil acreditar que um livro como "Guerra dos Mundo"s foi escrito ainda no século 19, mas precisamente em  1898. H. G. Wells é, sem sombra de dúvida, um dos pais da ficção científica, criando conceitos que permeiam na nossa cultura até hoje.

A história acompanha um narrador sem nome, que foge de uma invasão vinda do planeta Marte e tenta se reencontrar com sua esposa. Quem tiver oportunidade de ler o livro se surpreenderá em como o recente filme com Tom Cruise é fiel a história original criada por Wells.

O episódio mais famoso em relação a este livro, é com certeza a narração feita ao vivo pelo radialista Orson Wells, que colocou metade dos Estados Unidos em pânico, acreditando realmente se tratar de uma invasão alienígena.


George Orwell - 1984

Agora vamos falar de "Big Brother". Mas calma... nada de Pedro Bial, Boninho ou sexo embaixo do edredom, "Big Brother", ou  "Grande Irmão", é o chefe supremo de um Estado onde todos são observados o tempo inteiro. O livro escrito por George Orwell e publicado em 1949, mostra um futuro distópico, no ano de 1984, onde a sociedade predeu praticamente todos os seus direitos, e o Estado altera fatos e eventos para manter o controle do povo (alguma semelhança com a realidade?).

O livro é um dos mais lembrados quando se fala em futuro comandado por governos totalitaristas, junto a "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury e "Laranja Mecânica" de Anthony Burguess.

Em 1984 o livro recebeu uma homenagem da Apple, em um comercial de TV que marcou época e mostrava um homem invadindo uma tele-conferência do "Grande Irmão" e quebrando a tela para se libertar.


Isaac Asimov - Eu, Robô

Ao contrário do que muitos pensam, graças ao filme com Will Smith, "Eu, Robô" não é um romance, e sim um conto escrito por Isaac Asimov. O conto havia sido publicado em revistas e foi republicado em uma coletânea de 1950, que recebeu seu nome.

Apesar de não ser a melhor história de Asimov, o conto é importantíssimo visto que nele foram concebidas as "Três Leis Da Robótica", que permeiam a obra de Asimov e de muitos outros autores que se aventuraram pelo mundo dos autômatos.

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano, ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens em conflito com a Primeira Lei.

3º Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e/ou a Segunda Lei.


J.R.R. Tolkien - O Senhor dos Anéis

É quase desnecessário falar de "Senhor dos Anéis" depois da trilogia de filmes dirigida por Peter Jackson. O autor J.R.R. Tolkien inventou um universo fantástico para dar vida aos idiomas que havia criado durante seus estudos de linguistica e, com isso, escreveu uma das histórias mais cultuadas no mundo inteiro.

Publicada originalmente em 1954, a primeira edição de "Senhor dos Anéis" dava continuidade a história e "O Hobbit", livro bem mais infantil que Tolkien havia escrito alguns anos antes. O livro de detalha o local mítico e atemporal conhecido como Terra Média, e mostra um grupo composto de várias raças tentando destruir a arma máxima do mal: o Um Anel. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, muitos acreditam que o livro se trata de uma alegoria acerca deste evento, com o Anel representando a bomba atômica e Sauron como Adolf Hitler. Tolkien negou esta relação até o fim da sua vida.


Frank Herbert - Duna

Criada por Frank Herbert em 1965, "Duna", mostra uma sociedade feudal futurística onde várias casas nobres buscam o poder. Neste universo uma especiaria é extremamente cobiçada e movimenta a economia desta sociedade: a melange. A história acompanha o jovem Paul Atreides e sua família, que são enviados para chefiar o planeta Arrakis, também conhecido como Duna.

Apesar de focar bastante em artimanhas políticas e econômicas, o livro inova por trazer profundidade psicológica aos personagens. Além disso a tecnologia é totalmente analógica e/ou biológica, visto que todos temem que máquinas possam dominar o universo.

O livro ganhou mais cinco sequências e conta uma série que relata os primórdios do universo de Duna, escrita por Brian Herbert, filho de Frank, e Kevin J. Anderson.


Douglas Adams - O Guia do Mochileiro das Galáxias

O "Guia do Mochileiro das Galáxias" é a primeira trilogia de quatro partes, composta por cinco livros. O autor, Douglas Adams era uma mente inquieta e genial. Trabalhou com a trupe do Monty Phyton e em seguida começou a escrever as aventuras de Arthur Dent e Ford Pretect para a rádio BBC. As histórias mostravam o universo sob o ponto de vista de Adams, ou seja, um lugar totalmente caótico, sem sentido, mas ainda assim, muito divertido.

Não demorou para que o programa de rádio virasse livro e ganhasse o mundo (quiçá o universo) com sua ácida a crítica a sociedade distorcida disfarçada de humor non-sense. Adams conseguiu em "O Guia do Mochileiro das Galáxias" captar a essência da ficção-científica, misturá-la com todo seu senso de humor e lançá-la na cara do leitor com uma fluidez incrível. O primeiro livro da série foi lançado em 1979 e Douglas Adams agradeceu pelos peixes e foi embora em 2001, aos 49 anos de idade.


William Gibson - Neuromancer

Antes de Neo, Trinity e Morpheus, outros personagens habitam a Matrix. O homem que cunhou o termo se chama William Gibson, e o fez do escrever o romance cyberpunk "Neuromancer", em 1984. O livro, que foi clara inspiração para a trilogia dos irmãos Wachowski, conta a história de um ex-hacker que se vê impedido de continuar acessando a Matrix graças a um vírus que recebeu como "prêmio" por ter tentado enganar seus patrões.

Gibson talvez tenha sido o escritor de ficção-científica que mais acertou (e continua a acertar) suas previsões sobre o futuro. Pelo menos 10 anos antes do grande boom da internet, ele já relatava em seu livro procedimentos que para nós hoje são corriqueiros na rede. A própria função do protagonista, um "consultor de tendências" pode ser visto hoje em nossos "analistas de mídias sociais"...


George R.R. Martin - Crônicas de Gelo e Fogo

Muita gente compara a obra de George R.R. Martin a Tolkien. Verdade seja dita, é que a comparação é totalmente inevitável, mas totalmente equivocada. Martin assim com Tolkien, situa sua narrativa em uma Terra alternativa e medieval, mas as semelhanças param por aqui. "Crônicas de Gelo e Fogo" é heavy-metal, enquanto "Senhor dos Anéis" é música clássica.

Não se engane, as criaturas fantásticas estão lá(de forma extremamente comedida), mas o real perigo está na ganância dos homens. O jogo político e a imprevisibilidade tornam "Crônicas de Gelo e Fogo" um clássico instantâneo da literatura.

Lista do Páprica

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

Você pode curtir também

0 comentários