Resenha Show: Texas Hippie Coalition - Manifesto Bar 28/04/13

segunda-feira, abril 29, 2013


Conhecido pelo seu apelo intimista e por ser uma casa que além de abrigar bandas cover, é também casa de shows exclusivos e de menor porte, como por exemplo no passado, passagens de Tim Ripper Owens, Epica num show acústico, Poisonblack, e o vindouro show acústico do Grave Digger. Com esse apelo intimista de chegar perto de seu ídolo e poder pegar autógrafo, tirar foto e até chamar pra rolê mais tarde. O Texas Hippie Coalition escolheu o Manifesto Bar para abrigar sua segunda passagem ao Brasil, a primeira em uma casa de shows; já que a primeira foi uma apresentação na Virada Cultural em 2011.

O mais conhecido como THC é daquelas bandas que você conhece nessas andanças pela internet, e agora com o excelente segundo álbum "Peacemaker" vem ganhando mais notoriedade. Vindo do Texas com aquele cheiro de poeira e de whisky, me arrependo profundamente de não ter conhecido a banda antes, já que eles vieram antes na Virada Cultural. Como antes tarde do que nunca, prazeroso foi sentir aquilo que não sentia pelo som de uma banda há tempos, mais precisamente desde o Matanza: escutar e logo me identificar. Claro, a banda carrega cavalares influências de Black Label Society, Johnny Cash e Pantera, mas sem perder uma cara própria, graças também ao carisma único da banda e em especial do vocalista Big Dad, que com sua pança enorme, barba grisalha, simpatia e voz inconfundível, garantem o ingresso.

Comprado antecipadamente e puxando uma galera junto com o mesmo sentimento que eu pela banda, nos encaminhamos pro Manifesto. Como disse, a casa é intimista e garante essa interação que só tem em casas assim entre o público e os músicos, mas como a maior parte dos eventos e com certeza um problema em nosso país, os preços são exorbitantes. Ok que é no Itaim Bibi, e para quem vive em São Paulo sabe que é uma região nobre da cidade, portanto é tolice achar que lá seria barato. Mas ao entrar no bar logo nota-se que muitos rockeiros que estão lá pela curtição como eu, deixam de consumir mais livremente o que a casa oferece por causa desse preço. Ou só eu que acho muito um drink valer R$ 17? Bom, região nobre, várias pessoas mais nobres e filhinhos de papai... O preço se justifica quando pensamos que com bebida barata, os banheiros não sobreviveriam sem cheiro ruim por muito tempo. É fato que a diversão da maioria sociedade se controla através dos preços que são praticados. Felizmente uma casa de ambiente bom, bem cuidada e bem arrumada não serve para a maioria que curte o bom e velho rock n' roll, até descaracteriza.

Todavia como disse a casa é bacana, e ainda mais quem ia tocar lá. Eu e meu pessoal preferimos não sair cedo pra ver a banda de abertura, portanto chegamos um pouco antes do show. Som alto e um DJ colocando clássicos de muito bom gosto indo de Slayer a Rammstein, nada de THC no palco. E foi assim. O show marcado pelas 20h, foi começar lá pelas 21h, mas valeu cada centavo dos R$ 80 do ingresso.

Apesar da casa não estar lotada como esperava, foi o suficiente para aquele clima intimista que ela dá ganhar tal dimensão, que todos os fãs e banda se conectaram. Era assim para Big Dad que agradecia o carinho de todos a todo momento, e entre risadas, soltando um "obrigado" macarrônico, batia no peito e dizia que mais importante que tudo que ele via no país, o que era mais importante era o público, e entre outras coisas amava todos ali.

Sim, ele é fofo, palavras da minha namorada. E não só por ser gordo, mas como disse anteriormente, por ser simpaticíssimo com seu público. Em vários momentos ele abaixou e cumprimentou o público, destaque também para o baterista que não se mexia mais por falta de espaço. Pena que não consegui pegar uma baqueta e infelizmente passei bem perto de pegar a bandana que ele usava.

Nesse clima de amizade, no single "Turn It Up" uma pole dancer subiu no palco, e ao melhor estilo Zakk Wylde, Big Dad entornou um whisky, cuspiu pro alto, e compartilhou com o publico, literalmente. Como não tenho muita sorte nessas ocasiões, não consegui agarrar a garrafa. Então sorte daqueles que ficaram com ela para guardar de lembrança. E foi assim que o show seguiu, com a abertura com "Hands Up", passando pela já citada "Turn It Up", a pesadíssima "Damn You To Hell", e o fechamento com "Pissed Off and Mad About It". Foram 10 músicas mas poderiam ser bem mais, entretanto a satisfação foi tão grande que na verdade foi o suficiente para sair satisfeito dali.

Enxerida, minha namorada foi ao camarim pegar autógrafos, e ela e tantas outras foram barradas pelo segurança dizendo que daqui a pouco ele "desceria" para tal propósito. Não demorou muito para Big Dad surgir, e com um pouco de esforço todos conseguiram pegar seus autógrafos e lembranças, inclusive tirando uma foto com ele. Pena que a bateria da câmera descarregou na hora crucial. Portanto uma foto vinda de um celular sem flash, esqueça foto de qualidade, infelizmente. Entretanto, o autógrafo deixando meu ingresso único, e a oportunidade de tirar uma foto com meu mais novo ídolo abençoado pelo deus metal, foi o suficiente para tornar a noite inesquecível! Pena que não pude ver a formação original...

Que venha mais THC ano que vem!

Setlist:
  1. Hands Up 
  2. 8 Seconds 
  3. Texas Tags 
  4. Troublesome Times 
  5. Whisky Burn 
  6. Turn It Up 
  7. Outlaw 
  8. Damn you to hell 
  9. Don't Come Lookin 
  10. Pissed Off and Mad About It

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

Você pode curtir também

0 comentários