Resenha CD: Saint Vitus - Lille: F-65

quinta-feira, maio 09, 2013

Antes de tudo uma breve história. Precursores do doom metal na década de 70, os americanos do Saint Vitus atualmente são formados por Dave Chandler na guitarra, Mark Adams no baixo, Scott Heinrich nos vocais, e recentemente depois da morte do baterista Armando Acosta que fazia parte da formação original, Henry Vasquez.

Sem muita repercussão ao longo da carreira, o Saint Vitus lançou oito álbuns de estúdio entre 1984 e 1995. Ao final da turnê de "Die Healing" lançado em 1995, a banda resolveu se dissolver, e depois de em 2003 terem uma breve reunião no festival Double Door em Chicago, dando origem a um DVD; em 2008 a banda se reuniu novamente e anunciou que sairia em turnê. Mas só em 2012 sai um material inédito chamado "Lille: F-65", o primeiro álbum de inéditas desde "Die Healing" e contando com a volta de Scott Heinrich nos vocais desde "V" de 1990.

Já conhecia o Saint Vitus só de nome a alguns anos, sabia que a banda ao lado do Candlemass fazia parte da história cadavérica do doom. Entretanto apesar de o rótulo doom metal me atrair (principalmente por nomes como o My Dying Bride e pelo próprio Candlemass), a banda sempre ficou esquecida na minha mente, até que soube da volta da banda e seu álbum constando entre os melhores do ano.

Curiosidade ligada, e vi quanto tempo perdi logo ao dar o play. Fortemente influenciado pelo Black Sabbath, o Saint Vitus em "Lille: F-65" puxa aquilo de melhor que o Black Sabbath fez principalmente em "Master of Reality". Logo na abertura com "Let Them Fall", os bumbos da bateria batem firme durante alguns segundos tal qual estivéssemos na clássica "Iron Man", a guitarra grave e sombria segue lenta dando a voz grave e clássica de Scott Heinrich poderes que... só um Tony Iommi poderia dar em seus melhores tempos com o Sabbath.

Mesmo com todos esses anos parados, o Saint Vitus mostra uma qualidade absurda a cada música! Cheio de riffs gordos e gordurentos, como uma boa noite enluarada iria pedir, é sentar e relaxar ouvindo faixas como a "The Bleeding Ground" que parece uma continuação direta da abertura "Let Them Fall"; a "Blessed Night" que é um Candlemass (atual para deixar claro) com mais esteróides, e a "Dependance" que é um clássico instantâneo.

"Lille F:65" é um álbum curto de pouco mais de meia hora e sete faixas, sendo duas delas instrumentais, e esse é seu principal defeito - seja ela uma característica ou não. Mas com toda certeza agradará a aqueles fãs de longa data do Saint Vitus e principalmente pessoas como eu, descobrindo a banda com a sensação de ter levado uma pedrada na orelha inesquecível, além de ver os minutos passaram lentamente diante a meus olhos.

Tracklist
  1. Let Them Fall - 3:52
  2. The Bleeding Ground - 6:07
  3. Vertigo - 2:37
  4. Blessed Night - 3:59
  5. The Waste of Time - 5:39
  6. Dependence - 7:36
  7. Withdrawal - 3:26

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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