Resenha CD: Kill Devil Hill - Revolution Rise

Para quem não conhece (e devia conhecer), o Kill Devil Hill é o que chamamos de "supergrupo".

Fundado em 2011, a banda conta com dois grandes nomes de peso, o baixista Rex Brown que "apenas" foi integrante do Pantera, e Vinnie Appice na bateria; conhecidíssimo por ter integrado o Black Sabbath e o Heaven & Hell, além da banda da carreira solo do falecido Ronnie James Dio. A banda conta ainda com o vocalista Dewey Bragg e o guitarrista Mark Zavon.

Já resenhei o álbum de estreia deles aqui no Descafeinado, então se quiser ler é só clicar aqui e depois voltar pra cá, beleza?

Como qualquer banda, o segundo álbum vem para reafirmar a qualidade da mesma. Obviamente que ninguém duvida da qualidade dos seus integrantes mais famosos e nem da outra parte que eles escolheram, é aquilo: "se falou tá falado". Quem leu a minha resenha do álbum de estreia deles, sacou que elogiei bastante o debut, e felizmente em "Revolution Rise" a banda não tirou o pé.

Moderno e vigoroso, mas sem perder em nenhum momento aquele charme oitentista, o Kill Devil Hill é uma das bandas que sem dúvida chamam mais a atenção no cenário atual. Pra quem curtiu a pegada da estreia, logo de cara a faixa "No Way Out" não decepciona quem procura as firmes batidas de Appice e os timbres cortantes do guitarrista Mark Zavon

"Revolution Rise" é cheio de influências, e a primeira parte do álbum é bem mais alegre, digamos. Começa por um modernoso Hard Rock na "Crown of Thorns", na deliciosamente grooveada "Why?", e na mais tradicional "Stealing Days". E já quem procura uma pegada mais rápida, a "Leave It Behind" não irá decepcionar, assim como a "Endless Static". Aliás tirando essa faixa e a "Stealing Days" que fazem parte ao antigo lado B do LP, esse lado guarda os momentos mais sombrios (e os melhores na minha opinião) do disco. Entre as melhores faixas, os destaques vão para a contagiante e pesada "Where Angels Dare To Roam", e nos momentos mais sombrios, para a "Stained Glass Sadness" que é quase toda ditada na bateria, e para a belíssima e densa "Life Goes On", uma das faixas de refrão mais comovente que escutei esse ano.

A banda toda está afinadíssima e a dupla Vinnie Appice e Rex Brown funcionam como um relógio na bateria e baixo respectivamente, mas grande parte da banda se deve ao talentoso guitarrista Mark Zavon. Pode-se dizer que ele peca por não apresentar muitos solos e nem é muito talentoso nesse quesito, mas é uma máquina de riffs que dá toda a cara ao Kill Devil Hill. Vale também um parágrafo especial ao vocalista Dewey Bragg, com sua voz cortante e marcante, tem o mais importante, a singularidade fundamental para qualquer banda. O que anda em falta em muitas bandas em evidência no cenário atual.

A primeira coisa que se nota em "Revolution Rise" é que a banda como um todo evoluiu naturalmente. A pegada continua a mesma e até melhor. O Kill Devil Hill mostra um álbum bem mais diversificado que o antecessor e com composições que pegam o melhor das influências como o Black Sabbath, Whitesnake (porque não?), do Alice In Chains dos velhos tempos, e até do post-grunge do Creed.

Para fãs de todas essas bandas, para fãs do Heavy Metal bem feito; o Kill Devil Hill é recomendadíssimo!

Tracklist

1. No Way Out
2. Crown Of Thorns
3. Leave It All Behind
4. Why
5. Wake Up The Dead
6. Long Way From Home
7. Where Angels Dare To Roam
8. Stained Glass Sadness
9. Endless Static
10. Stealing Days
11. Life Goes On


Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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