Resenha CDs: Black Label Society - Catacombs Of Black Vatican / Joe Bonamassa - Dust Bowl

quarta-feira, abril 09, 2014

Black Label Society - Catacombs of Black Vatican (2014)

Do apenas bom "Order Of The Black" e o acústico "The Song Remains Not The Same" até o "Catacombs of Black Vatican" foram longos quatro anos. Claro que houveram algumas turbulências como Zakk Wylde precisar cuidar mais da sua saúde e da surpreendente saída de seu guitarrista e fiel escudeiro Nick Catanese.

Bom, duvido que alguém tenha se preocupado com essa notícia, afinal o coração do BLS bate no ritmo de Zakk, logo não haveria mudança alguma na sonoridade da banda mesmo com a saída de seu braço direito. Mas para os preocupados de plantão, anuncio que esse é o melhor álbum do BLS em anos.

Em "Catacombs of Black Vatican" há diferenças comparados aos álbuns anteriores. A primeira coisa que me chamou atenção logo de cara foram os solos. Menos "fritados" e mirabolantes, dando lugar a uma melodia e inspiração que não via há um tempo em Zakk como na belíssima balada "Angel Of Mercy". O peso característico da banda deu lugar a um álbum bem mais equilibrado e mais trabalhado, sem se desvencilhar de seu som característico em nenhum momento. Calma que as belas baladas estão ali, e inspiradas, como a acústica "Scars" e a mais pesada "Nomad". Assim como para quem quer agitar a decepção passa longe, como nas faixas "My Dying Time" (que é indispensável nos shows), "Damn The Flood" e na "Believe" que abrem o sorriso em qualquer fã da banda.

"Catacombs Of Black Vatican" é um álbum mais coeso, o que era o principal problema no predecessor "Order Of The Black" com seu excesso de baladas, e até em comparação a outros álbuns. Talvez vocês concordem comigo na inspiração de uma "Fields Of Desolation" e principalmente na espetacular "Empty Promises".

O novo trabalho do Black Label Society é o melhor em muitos anos, e a banda não só se limitou a renovar na arte da capa, como surpreender em seu próprio som sem se desgarrar de suas origens. Tranquilamente esse trabalho já figura ao lado de um clássico como "The Blessed Hellride". Zakk Wylde voltou inspirado!


Joe Bonamassa - Dust Bowl (2011)

Joe Bonamassa não é só um guitarrista que pula de um projeto para outro, como o Black Country Communion. Saiba que além de um grande guitarrista de blues rock, ele é dono de uma carreira solo mais que bem sucedida e de uma voz que faria inveja a muitos cantores por aí (talvez não a Richie Kotzen, mas isso é um caso a parte). Dono de um estilo único de cantar e de tocar a sua guitarra, Joe Bonamassa é um daqueles guitarristas que dá prazer de se ouvir, seja para relaxar, para agitar, ou mesmo para ouvir lendo aquele livro.

"Dust Bowl" de cara já explode a cabeça daquele cara apreciador de uma boa música acima de tudo. O blues corre solto logo na primeira faixa "Dust Bowl", o country passa na "Tenessee Plates", e o peso do puro rock n' roll aparece na "Black Lung Heartache". "No Love On The Street" tem um dos melhores solos do álbum, "The Whale Of Swallowed Jonah"contagia com aquele velho espírito oitentista, e no encerramento com "Prisioner" temos uma das composições mais emocionantes que pude escutar.

Ainda estou conhecendo melhor sua discografia, mas "Dust Bowl" já me surpreende logo de cara a ponto de recomenda-lo qualquer um, e proclamar como um dos mestres de sua geração. Fantástico!

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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