Jornalismo e a imprensa rosa

E isso era um post de Facebook. Olha o que deu.


Esperando o sinal "abrir" para atravessar a rua antes de ir pra casa, na banca ao lado, olho e vejo revistas de todos os tipos. Como as que fofocam sobre a novela - tratado como algo importante nas vidas desses miseráveis mortais -, ou aquelas que cultuam celebridades eternamente em férias e riqueza que seus pseudo leitores (pois a Caras é como a Playboy, o cara abre ela só pra ver as fotos) nunca terão. E aquelas revistas adolescentes adolescentes, como da qualidade da Toda Teen pra baixo que estampava na capa que vi, Justin Bieber e o título: "quando será que o astro irá de novo pra "rehab"? Difícil é escolher sabiamente o que é mais descartável na capa. Talvez a fonte das letras sirva.

Além de toda a conclusão da inexistência espiritual de algumas pessoas, e de (mais) um indício para onde vai a adolescência de "gayzice" feminina de misturar inglês com português (e até acho boiola publicitários falarem "brainstorm"); eu fiquei refletindo, numa sensação de pena com as pessoas que espelham o que nunca quero me sujeitar: virar jornalista pra trabalhar nesse emprego de merda. E até mesmo sites idiotas da internet com piadas requentadas como o BuzzFeed Brasil se encaixam nesse quesito.

Sabe trabalhar pelo dinheiro e somente por isso? É inconcebível pra mim alguém pagar anos de uma cara faculdade pra trabalhar em redações com esse tipo de propósito: "entreter o povo" e da forma mais molenga possível. É como procurar comida no lixo. Bom, também especulo que eles contratem blogueiros ou mesmo pessoas da rua intelectualmente alfabetizadas de camisas xadrez (como hipsters) para esses tipos de empregos. O que faz mais sentido eu acho.

Enfim, sou uma pessoa meio incerta, mas se um dia eu finalmente começar uma faculdade (talvez) de jornalismo, sei bem como encaminhar minha carreira. E se virar psicólogo, irei atender e consolar pessoas que se martirizam pelo mesmo problema. E olhando por esse lado, agradeço ao mundo por me proporcionar a seleção natural.

Não há como você se manifestar não sendo "preconceituoso" de alguma forma, afinal as massas podem se ofender com o que escrevo aqui; e nem quero que todas as pessoas passem a ler uma Superinteressante ou a Galileu pois nem iriam entender o assunto. Mas de todo coração: porque esse povo não lê gibis da Turma da Mônica? Isso construiria famílias melhores.

Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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