Viva a República Democrática Bolivariana Capitalista!



Vou ser rápido como a apuração. Nunca escrevi tanta coisa sobre política e tô de saco cheio.

Primeiramente eu não tolero de forma nenhuma a falta de educação (pra dizer o mínimo) que muitos daqui de SP tem com os nordestinos, povo que construiu e limpa todos os dias as cadeiras acolchoadas que ricaços de narizes empinados usam. Acho que a falta de água é um tipo de castigo merecido, porque talvez a gente dê mais valor ao que nós temos e ao nosso passado.

"Segundamente", foi baixo, mas a Dilma, graças a esse povo, ganhou a campanha usando do medo e da ameaça do fim do bolsa-família e muitos outros benefícios sociais (e talvez ela tenha prometido uma Copa) que a eleição da oposição supostamente causaria. Propaganda mais que suficiente pra encobrir muita coisa, fazendo valer o real sentimento: "Se o governo dá dinheiro pra mim, tá bom". Só não vale reclamar depois ok? Resumindo, o mérito do PT foi saber falar diretamente com o povo, já o PSDB falou com as câmeras - na boa, apelar pra apoio de artista e do Neymar na reta final da eleição é um trunfo extremamente merda pra vitória.

Então, na dúvida que lá no fundo me cercava no domingo, restava a mim ir pelo caminho tão simplista quanto ignorante da pseudo-filosofia do anti-petismo? Contudo, repensando, o Aécio não ganhou da Dilma em seu próprio estado no primeiro turno, então vai saber né... Por quê iria votar nele se o povo de MG nem quero vê-lo de perto? Acho que é tudo farinha do mesmo saco como toda política que conhecemos. Provavelmente por isso na hora H eu tenha batido o pé e votado nulo. No fundo, foda-se a mudança, não queria queimar minha mão por um candidato da qual não sentia confiança. Era ficar quieto pra não falar merda e não ter direito pra reclamar depois, ou ter, dependendo do ponto de vista. O choro é livre e enche represa.

A moral da história? É que com esse barraco do sujo falando do mal lavado (e brasileiro adora um barraco), afloraram-se os mais deploráveis sentimentos escondidos do brasileiro: como ódio, intolerância, preconceito, estupidez, falta de educação e ignorância. Vide o preconceito que reapareceu contra os nordestinos e o quebra-quebra do "partido do povo" contra a sede da Veja. Os sentimentos que só a política, religião e futebol são capazes de aflorar; e pensando com meus botões, talvez o povo tenha se tornado tão ignorante em pensar que não se discutem esses assuntos.

O povo vaia, xinga e protesta, mas na hora crucial sempre olha pro seu próprio umbigo... Então acho que era melhor colocar o Maluf de presidente pra chutar o balde, tipo pra ver se ele morre logo.

Sem o tal debate de ideias que era o que mais interessava, mesmo que a Dilma não se expresse muito bem e o Aécio tenha uma oratória já treinada, no final das contagens e dos projetos, os dois partidos não uniram o Brasil, separaram. Sendo exagerado, não me surpreende que um dia tudo se exploda numa guerra civil, afinal, o Brasil é um país de muitas culturas pra não se dividir. De teste, deviam colocar um plebiscito pra ver como não sou louco.

Oras, "vamos olhar para frente, e não para trás", mas nesse país cercado de corrupção "sacomé"... A política parece nos prender em um grande feitiço do tempo.

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

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