Resenha Game: Angry Birds 2 (Android, iOS)


Após o sucesso de um game, é muito complicado para qualquer um a tarefa de renovar a linguagem da franquia o suficiente para repetir o mesmo sucesso com os jogadores. É o caso de "Angry Birds", o jogo da finlandesa Rovio, que ultrapassou os limites da telinha do celular e foi parar nas telas de TV com o "Toons" e pra todo lado que olhássemos nas lojas infantis numa invasão igual ou até maior que os Minions.

Após dezenas de outras versões pipocarem nos Androids como "Rio", "Star Wars" e "Transformers", a franquia se mostrava em um certo cansaço, afinal, como reinventar um game que se propõe a atirar pássaros em plataformas frágeis que escondem os porcos? Tanto que a Rovio colocou seus pássaros e porcos para se aventurar em outros gêneros como corrida "Rush" e RPG "Epic",

Mas a Rovio também sabe que o furor que os seus pássaros raivosos causam, então a comoção de qualquer forma seria muito grande. É só colocar umas pequenas novidades a mecânica de jogo casual já consagrada para todo mundo, inclusive gente que nunca teve contato com um game na vida, baixar o jogo e viciar. E a segunda versão não fica atrás e se mostra ainda mais simpática para quem nunca baixou o jogo (sério?) ou mesmo deletou ele do seu celular (eu).

Com um visual renovado que puxa muito pro lado cartunesco, agora entre as fases contamos com algumas novidades. Para começar, a primeira é o fato de o nível agora ser dividido em duas partes, e a segunda é de finalmente podermos escolher os pássaros. Essa escolha se define através da pontuação. Agora ela conta com uma barra, e a medida em que a nossa pontuação vai se multiplicando a barra vai enchendo e isso acaba proporcionando pássaros extras, logo, mais uma chance.

A terceira novidade se dá que a cada cinco fases (se estiver errado me corrijam) há um chefão porco, e seu objetivo, claro é esvaziar sua barra de energia. Portanto, é bem importante que você atire no lugar certo para joga-lo em um precipício, pois até agora deduzi que só assim é possível derrotá-lo facilmente. A quarta novidade se remete justamente a isso, a medida que você vai avançando no jogo ele agora te dá conquistas e a oportunidade de comprar magias que nada mais do que facilitam a tarefa de passar por uma fase mais difícil.

A quinta e última novidade são as vidas. Sabe aquelas cinco vidas agoniantes de Candy Crush que tem como objetivo, entre outras coisas, limitar seu vício pelo mesmo e aumentar a sua ansiedade comprando as tais vidas extras no cartão? Bom, o Angry Birds agora tem isso. E sinceramente, essa limitação afetou um pouco a experiência.

A ideia de tentativas ilimitadas que tinha-se nas outras versões nos viciava (e acabava com a bateria do nosso celular) era porque o jogo se baseava no lance da "tentativa e erro", seja porque você quer alcançar de todo jeito as três estrelas para passar seu amigo (caso do "Friends") ou somente quer fazer a jogada perfeita, que é matar todos os porcos com o lançamento de apenas um pássaro. Então a limitação das vidas atrapalha muito nesse objetivo, já que se você desistir por uma cagada qualquer na fase, você perde uma vida. Simples assim. Muito frustrante.

Resumindo Angry Birds continua legal, mas as novidades são tanto pro lado positivo quanto negativo. Positivo por o jogo parecer bem mais fácil (pelo menos até a fase aonde estou) do que as outras versões, o que atrai aquelas pessoas que só querem um jogo pra distrair (há claro que há casos e casos). E negativo justamente por ele parecer mais fácil e mais semelhante a tantos outros jogos do Android com seu modelo "freemium" que tornou impossível a tarefa de jogá-lo continuamente.

Mas como disse lá atrás, como renovar um jogo tão simples como esse? A Rovio tentou, e agradou. Voltei a instalar ele no meu celular, e mesmo se não gostar muito da segunda versão (o que é bem possível, pois ela tá dando bastante lag até agora), quem sabe baixo a primeira novamente ou mesmo a do "Star Wars" que é legal pacas! =)

Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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