Veja por que o Slash não precisa de Axl Rose

O Guns N' Roses, juntamente com o Nirvana, foram talvez as últimas duas bandas de rock que abalaram sua geração e a definiram, mudando totalmente a cultura musical daqueles tempos. Em outras palavras tornaram-se atemporais. Daí pra frente o que ouvimos por aí pode ser bom, mas facilmente descartável perto desses monstros, e esse é o fato! Porém, ao longo dos tempos se provou muitas vezes também que o que é atemporal, chega como um raio e some com a mesma velocidade que chegou, superando a moda, como se tivesse cumprido sua missão.

Tudo foi muito intenso para o Guns N' Roses, drogas, bebida, sexo e rock n' roll, e sendo assim seu fim foi antecipado devido a diversas brigas e confrontos internos da banda. Até hoje se tem mimimi dessa época e como se fosse uma novela de diversos finais, há diversas interpretações do porque aquela formação mágica acabou. O que sabemos é que por mais que Axl Rose seja um chato intempestivo, o fato é que com a saída da outra peça chave do sucesso da banda chamado Saul Hudson em 1995, o Guns N' Roses sem sua presença será uma estrelada banda cover no máximo.

Enquanto Axl Rose faz um álbum insípido com o nome Guns N' Roses a cada vez que o cometa Halley passar, Slash rodou bastante por aí pelo Slash Snakepit e Velvet Revolver antes de colocar o pé na porta e montar sua própria banda. E a parceria com o vocalista do Alter Bridge, Myles Kennedy e a banda The Conspirators, anda rendendo só elogios e mostra o quão bem Slash fez em seguir seu caminho, e talvez, finalmente tenha encontrado seu parceiro ideal de estrada, alguém tão trabalhador quanto ele.

Devido a um perdão entre Slash e Axl entre após quase 20 anos, ultimamente anda um burburinho forte de que a dupla voltará com o Guns N' Roses. A minha opinião? É fato que o retorno será um revival forte e garantia de sucesso, o Guns N' Roses tem como base eles dois, assim como os Stones são Mick e Keith e o Black Sabbath é o Ozzy e Iommi. Por mais que hajam substitutos de qualidade, nada se igualará a química que a dupla tem. Mas fico com um pé atrás me perguntando se essa "reunião" proposta é realmente necessária.

Tenho comigo a impressão de que a época do Guns já passou. As músicas estão eternizadas e não é preciso ter um revival para reafirmar um tempo de mais de 20 anos nas costas. Os tempos são outros e as pessoas também, e sequer Slash é o mesmo, que dirá Axl - que vimos no Rock In Rio de 2011 como é uma sombra do que já foi. É uma faca de dois gumes, de um lado a nostalgia eterna de ouvir Sweet Child O' Mine tocada pelos compositores originais, e de outro o nosso carinho de não querer ouvir a banda que construiu minha infância ser arranhada por um cover de si mesma.

Bom, sobre isso tenho a opinião de que Slash não precisa de Axl Rose para ser feliz, como disse, as canções são eternas assim como os acordes registrados por ele. Uma prova desse delírio é esse show em Mumbai do Slash and The Conspirators levando a galera a cantar em uníssono quando os primeiros acordes de Sweet Child O' Mine foram tocados. A tarefa de ouvir Myles Kennedy cantando chega a ser impossível com tantas vozes.

De arrepiar!

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

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