Quando o circo pega fogo: A filosofia por trás do Coringa, o Joker, o Paiaço

terça-feira, janeiro 17, 2017

No próximo dia 21, o gente boa Barack Obama será oficialmente chamado de ex-presidente dando lugar ao caricato Donald Trump. Mas questões políticas a parte, a polarização criada dando origem a dois políticos tão extremos é marcada por uma velha frase de Newton: toda ação gera uma reação.

Donald Trump e Barack Obama coexistem no mesmo universo e o que eu julgo como boas ações, como o plano de saúde popular Obamacare, e boas decisões, como a aproximação de Cuba, foi justamente o que gerou a reação chamada de Trump. O patriotismo alçou voos ainda maiores, e cada vez mais a favor de medidas protecionistas em vários países, tanto em questões comerciais como sobre o drama dos imigrantes, com o intuito das pessoas protegerem o que julgam ser delas. Resumindo, não há ordem sem "abraçar o demônio",o que explica em grande parte de a corrupção existir em um sistema torto por si só. E como política é um grande show teatral como diz o célebre Frank Underwood, ela vive na sombra das pessoas insatisfeitas.

Sem entrar muito em detalhes da causa que regimes ditatoriais de Fidel Castro, por exemplo, acabam ganhando força baseadas em nacionalismo proporcionando que ele diga o que está bom - sim, ele deu saúde e educação, mas agiu como um pai duro ao castrar a liberdade. A relação entre o Batman e o Coringa é tão rica justamente por gerar um alto nível de debate moral e filosófico a respeito de suas atitudes, se encaixando em discussões sociais e psicológicas a respeito das causas e consequências, e do que é o certo.

E o que é certo? Se o certo é a consequência de subverter o que é errado, então o certo é o certo? Talvez seja por isso que o Coringa esteja no hall dos maiores e mais complexos personagens que existem ao não reduzir a vilania simplesmente por ser, ele optou por não ser mau, mas sim em desmascarar o bem pois para ele nada mais o que existe é a hipocrisia que faz as nossas ações serem motivadas sempre com um benefício próprio. Ao subverter a ordem combatendo o crime, a ação do Batman gerou o Coringa causou um desequilíbrio, e é o contrário disso que chamamos de utopia. A exemplo da frase de Newton, o Coringa nada mais é do que uma reação gerada pelo Batman. Os dois são unidos por um dia ruim; mas separados simplesmente por uma decisão moral que os fazem necessários de coexistir.

É uma das questões que esse vídeo do excelente Wisecrack tenta elucidar, trazendo à tona os fatos que aproximam tanto um personagem como o Coringa a todos nós.

PS: Para os não versados em inglês, ative as legendas e vá nas opções do vídeo para achar as legendas em BR nacional.




Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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