Já pensou em o quanto e como você se importa com tudo?

- E aí fulano, tudo bem?

- Tudo bem, quanto tempo, meu velho. Como você está?

- Bem também!

- E ai, o que anda fazendo?

- É, só na correria, e você?

- Também, cara. Olha, esse governo de filha da puta tá foda viu, viu a carne de papelão?...

Quando bebo viro sindicalista
Bom, a verdade é que, seja pra cortar logo o assunto, na mesa de bar ou numa fila de banco, a resposta é um gatilho certeiro pra disparar o porquê dessa resposta. A "correria" pode ser por falta de tempo, falta de dinheiro, falta de disposição, falta de tudo; sempre provocada pela incompetência do governo e pela escolha dos comunas ou coxinhas que estão ao seu redor e que sempre irão contra às suas convicções mais íntimas que são: reclamar.

O ato de reclamar moveu a humanidade, ela significa estar insatisfeito, portanto, entendo que ela é um ato contínuo melhorar nossa vida por causa disso. Só que nos tempos modernos temos acompanhado que ela também tomou forma de polarização na voz daqueles filósofos de porra nenhuma.

Não é que eles nunca existiram, acho que na Revolução Francesa e na invasão da Constantinopla pelos Turcos tinham os mesmos bostas nas mesas dos cafés: "porra, como esses governantes deixaram essa merda acontecer?"... mas hoje a reclamação é fundamentada pela busca do alguém que concorde com a gente. E ai daquele que não concordar, não, você é sempre o mais sábio e que está o dentro das principais teorias da conspiração prontinho pra tascar um "eu avisei" quando der merda. Lula que o diga e Dória também, quando esquerdopatas e coxinhas estão sempre a postos pra apontar o dedo dizendo que estavam certos o tempo todo e em que os apolíticos entre isso tudo dizem que bom era no tempo da ditadura - quando o moleque que nem tem pelo no cu direito é que defende isso.

Bom, não é que nada mais precise ser discutido e analisado, mas reclamar de tudo toma tanto o nosso tempo que, quando vemos, ficar constantemente insatisfeito por tanta merda existente se tornou parte indissociável da nossa personalidade; ou para o entendimento simples: você se tornou um chato.

Então que tal deixar de lado toda essa corrupção que invariavelmente te fode e apreciar um pouco mais da sua própria vida? O curta "Quando Deixei de Me Preocupar Com Canalhas", dirigido por Thiago Vieira e com participações ilustres como a de Paulo Miklos, Otto e Matheus Nachtergaele (ô sobrenome complicado da porra), é preciso ao tratar desse tema numa forma bem humorada independentemente da sua orientação política.

Assista, ria e reflita.

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

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