Resenha Série: Star Wars Rebels (1ª a 3ª Temporada)


Quando foi noticiado que a Disney comprou a LucasFilm, e por consequência Star Wars, muito se discutiu aqui e ali quais seriam os rumos da franquia agora. E a verdade é que a Disney de forma muito competente, sempre respeitando o passado, está sabendo como ninguém levar o cânone de Star Wars a frente como antes não fizeram deixando um gosto doce na boca dos fãs de SW.

Do canal Disney XD, com duas das três temporadas disponíveis na Netflix e com a quarta temporada sendo anunciada como a última no painel na Star Wars Celebration da semana passada. "Star Wars Rebels" é uma animação que se compreende no espaço entre a "A Vingança dos Sith" e "Rogue One", e como o título entrega, na luta dos rebeldes contra o Império. A jornada do Esquadrão Pheonix com Sabine, Zeb, Hera Syndulla e o Jedi Kanan se cruza com o jovem órfão Ezra Bridger, e confundindo- se com a saga de Alladin, descobrindo o caminho da força ao lado do frustrado Kanan e da tripulação da nave Ghost.

Com espírito aventureiro e malandro na primeira temporada, a trama vai se desenvolvendo e se aprofundando no passado de sua tripulação a partir da segunda temporada, valendo menção aos Holocrons, até ganhar contornos dramáticos em sua terceira, com a Aliança Rebelde crescendo de fato e com as histórias de Maul e Ezra se convertendo finalmente para o paradeiro de Obi-Wan Kenobi, aquele que no planeta de dois sóis guarda a chave para a derrota do Império. Aliás não posso deixar de falar do episódio "Twin Suns" (S03E19) que foi capaz de me arrancar lágrimas com a breve batalha de samurais tensa e arrebatadora entre os dois, num verdadeiro acerto de contas do que houve em Naboo no episódio I: "A Ameaça Fantasma".

Enquanto o que sabemos não acontece, "Star Wars Rebels" se mescla com "Rogue One" mostrando o conhecido Senador Organa e Saw Gerrera no planeta Geonosis, mostrando um pouco de um dos rebeldes mais extremistas. Aliás o que encanta na série animada além de suas referências interessantes e necessárias, como a que dá um tratamento digno a Darth Maul (de arco interessantíssimo) ou a dos Mandalorianos e Sabine Wren que recupera o sabre negro do planeta natal de Maul, Dathomir, é seu ritmo agradável de percorrer a história.

Misturando o "vilão da semana" com o arco dramático contra o Império contando com vilões realmente ameaçadores como os Inquisidores, o governador Moff Tarkin, e a figura imponente do Almirante Thrawn (parte do cânone literário); SWR foge de qualquer repetição e traz aquele mesmo frescor de Star Wars para aqueles que tem contato frequente com a franquia e mesmo para quem não tem de fato, como a jornada de Ezra e Kanan que lembra muito o relacionamento entre Anakin e Kenobi - apesar de seu rumo diferente até agora (ufa).

Claramente nostálgica por contar com figuras do calibre do sínico do Lando Calhassian, da Princesa Leia, da padawan de Anakin Skywalker apresentada na outra animação "Clone Wars", Ahsoka Tano, do tio Darth Vader, Maul (estes na segunda temporada) e de Obi-Wan Kenobi (este na terceira temporada de fato) e citando bastante as Guerras Clônicas (que vimos no episódio II e na animação); "Star Wars Rebels" em toda sua jornada e em seu visual único de seus personagens e até da própria estilização de seus planetas e batalhas espaciais, se utiliza da mesma fórmula apaixonante e carismática de droides capazes de roubar um pedaço do nosso coração, como o ultrapassado Chopper ou C-1, pra contar histórias e esclarecer outras em torno do cânone se tornando indispensável para fãs, filhos dos fãs, crianças que nunca tiveram até então contato com a franquia, e até para aqueles que procuram um desenho animado capaz de ser empolgante também para os adultos.

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

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