Links do mês #4


Por que o Bolsa Família é mais polêmico que as pensões militares?

Nesse texto muito bem articulado do jornalista Tim Vickery ele questiona a existência das tais pensões militares comparadas ao famigerado Bolsa Família. 

E sobre isso, antes que os discursos e direita e esquerda se inflamem e que as "bolsas" são simplesmente um meio assistencialista para sustentar vagabundos, creio que acima de toda esperteza que infelizmente é engradecida na boca pequena neste país, há o humano. Então na minha opinião, antes do batido discurso meritocrático há questões muito mais urgentes e realistas; não só em como o paulista poderia se comparar ao morador do sertão do pernambuco, mas tanto como o Bolsa Família, como as pensões militares, tem como função primordial a economia no geral, quer dizer, aquela mesma que ajuda o tal crítico das tais "bolsas".

Não é só uma questão ideológica e igualitária, mas também de sobrevivência.

Atraso, corrupção e trabalho escravo: o horror nos relatos em São Petersburgo para Copa 2018

Não sei se é um alento ler o título dessa notícia, pois creio que sua primeira reação tenha sido: "olha lá, não somos o único país com corrupção" ou "pelo menos aqui tinha só corrupção, não trabalho escravo".

Só que a questão é muito mais séria e envolve questões políticas e até nucleares. Sim, o ditador da melhor Coreia está envolvido nessa brincadeira...

Será que aquilo que os reacionários temem que vá acontecer no “comunismo”, já não acontece no próprio capitalismo?

De certo, o comunismo é um sistema ideológico que em mais de 200 anos não tem dado e dificilmente dará certo, assim como o capitalismo em seus mais de 800 anos que dizem que é o sistema que dá mais certo porque é aquele que atende de forma mais plena o egoísmo humano. 

Mas você tem ideia de que um e outro simplesmente se complementam ao longo da história e que estão em constante mutação - talvez mais rápido que nós tenhamos percebido, já que perdemos tanto o nosso tempo em discussões.

Já se deu conta, por exemplo, de que o fim da liberdade de expressão é um movimento de ordem tanto de coxinhas e mortadelas em seus regimes mais autoritários?


Show de Metal? Blé, vou pular essa notícia. Mas peço pra que leiam, pois esse é mais um relato perturbador da impunidade nacional que vivemos.

Kim Jong-un não é louco nem irracional e é isso que o torna mais perigoso

Sobre isso costumo dizer que os diplomatas são os verdadeiros heróis para que os países não se explodam, já que asseclas como Trump e Putin não pensariam duas vezes antes de explodirem ao mundo ao ver que seu país defendido está ameaçado no jogo de War que convivemos diariamente.

E o menininho mimado da melhor Coreia é muito mais racional do que pensamos, e como o título da matéria diz, é justamente isso o que o torna muito mais perigoso.

A verdade é que não há santos e muito menos defensores da liberdade como Trump, desde a Guerra Fria vemos Rússia e EUA se degladiando através de outras guerras em outros países, e se a Síria é a bola da vez agora, não demorará muito para a Coreia entrar na jogada em uma mostra de poder que a ditadura ferrenha dos Kim quer.

Só filmes de quadrinhos, remakes e continuações fazem dinheiro em Hollywood. Isso é bem bom e bem ruim

É aquela discussão eterna sobre criatividade, entre cinéfilos que se julgam acima do entretenimento e de pessoas hipsters que se julgam... cinéfilas. 

A verdade é que em todo espaço no mundo há espaço pra todo mundo. E se o fato de que entre as grandes bilheterias tem tido só filmes de quadrinhos e remakes fazendo parte, demonstrando que atores famosos estão longe de serem uma aposta em uma grande bilheteria como antes, são justamente esses filmes lixo de histórias genéricas em sua maioria que possibilitam filmes como Manchester á Beira-Mar de existirem. E quem gosta de cinema mesmo, vai tanto em um como no outro.

Conheça o livro que é o marco fundador da ficção distópica e que inspirou Orwell e Huxley

Já ouviu falar em Ievguêni Zamiátin? Não? 

Obrigado, eu também não.

O escritor russo autor do romance distópico "Nós" ainda nos anos 20 não é uma viagem de ácido - reação natural de quem leu qualquer livro de Aldous Huxley -, mas o autor influenciando medalhões como este e George Orwell, é apenas mais uma demonstração do quanto estes romances distópicos são constantemente uma presença marcante em nossas vidas ainda mais conturbadas pelos tempos atuais.

Estou louco pra comprar este livro. Um dia quem sabe, por eu ser um pobre universitário. Então sacomé...

Entre tantas coisas que eu penso, na verdade, não tem nada melhor na vida do que meus heróis, um bom rock n' roll, cerveja, fritas, e um bom papo com uma boa companhia.

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