A bola foi levantada DC, o caminho é esse


Quando uma fórmula faz sucesso, automaticamente tenta-se renovar essa ideia e em dois sentidos mercadológicos:

1. Pra fazer o sucesso que essa ideia teve, ela precisa ser trazer algo novo para durar um tempo maior

2. Trazer um diferencial sobre essa ideia que também atraia o público buscando que esse diferencial seja confundido com a "minha marca".

Tá parecendo uma introdução de um livro de marketing, mas na faculdade de publicidade pude elucidar e compreender algumas questões sobre essa guerra que DC e Marvel travam pela atenção do público.

Muita gente discute e até condena essa malfadada "fórmula Marvel de cinema" que na grande maioria de seus filmes abordam seus heróis da mesma forma, impossibilitando um desenvolvimento maior de sua personalidade e em contrapartida apelando pra o que seus heróis têm de mais forte sobre o lado humano; assim, os aproximando ao seu público e trazendo ação e aventura pra quem quer ver isso e pra quem espera ver isso. Essa é a característica da editora desde sempre e a Disney sabe disso, aplica em seus filmes da melhor forma e lucra rios de dinheiro proporcionando a seu público o entretenimento necessário fugindo de criticas e polêmicas ao olhar da grande massa de seu público. Entre escorregões como em "Doutor Estranho" e sucessos inegáveis em "Capitão América 2" sua fórmula bem-sucedida entre os reles mortais está ali, e nem tem porque alterá-la porque em "time que está ganhando não se mexe".

Sobre isso, na resenha de "Batman v Superman" apontei que apesar dos milhões de defeitos, o filme tinha uma qualidade inegável dentro de si que era: se sobrepor corajosamente a fórmula super heroica que víamos no cinema adicionando assim um caráter dramático a seus heróis. No entanto, o insucesso foi uma marca e a DC tropeçava feio em erros primários ao talvez tornar seus filmes muito mais grandiosos do que eram, escolhendo o chamariz dos dois heróis envolvidos do que uma certa humildade em reconhecer que ela apenas estava começando nesse jogo. Já em "Esquadrão Suicida" o jogo foi totalmente diferente, depois desse tropeço gigantesco na via investimento x retorno, a solução "genial" encontrada era refilmar partes do longa, mudar o tom do filme e "vender" o que não foi comprado (estou procurando o Coringa até agora) tornando o filme mais divertido (e lucrativo) a grande massa, mas igualmente sendo um insucesso de crítica.

O que quero dizer com tudo isso? Ao contrário da Marvel, a DC nunca soube jogar com os pontos fortes de seus heróis. Eles eram deidades, por si só são afastados da humanidade e nos salvam por uma questão de honra, não somente em busca de justiça; afinal, exceto o Batman, eles não têm nada a ver com a Terra.

Onde "Mulher-Maravilha" acertou? Nisso.

Marvel e DC têm em seus heróis qualidades que se assemelham mas que guardam diferenças em como são abordadas. Enquanto a primeira criou heróis que se aproximam do que eu e você somos e sofremos, a segunda tem heróis que são muito maiores que isso tudo. Deuses, guardando o que há de mais nobre no ser humano e os inspirando eles com muito mais que um simples senso de justiça.

Pois é DC, graças à sensibilidade de uma mulher você acertou finalmente.

Brincam que todos queriam ser o Batman, mas DC, nem todos os heróis devem ser como ele.

Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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