Resenha Cinema: Mulher-Maravilha

sábado, junho 17, 2017


Sinceramente não há muito a falar do roteiro pois ele é uma simples história de origem, mas é suficiente pra deixa bem claro de que, se assemelhando ao roteiro do primeiro "Capitão América", Diana sempre teve em seu coração a nobreza necessária para ser alguém de honra.

Tudo começa quando o espião norte-americano Steve Trevor (Chris Pine) acaba colidindo seu avião contra às águas da Ilha Paraíso e Diana salva a sua vida. E capturado para interrogatório, através dele Diana e Temiscira ficam sabendo da guerra mundial que está ocorrendo e se dispõe a ajudar Trevor na batalha contra o deus Ares, que para ela provocou tudo isso e é missão de uma amazona como ela derrota-lo, seja em Temiscira ou no mundo do homens. Enquanto Trevor e Diana (Gal Gadot) tentam sair de Temiscira a contragosto de sua mãe, a Alemanha está desenvolvendo um poderoso gás mostarda que para o general Erich Ludendorff (Danny Huston) tornaria os alemães invencíveis, e é missão de Trevor e de Diana impedir que isso se concretize, acabando com a guerra de uma vez por todas.

Patty Jenkins tratou a heroína da forma como deveria ser, transportando-a para a tela da forma como a conhecemos. Com os seus pontos fortes e a sensibilidade que a fizeram ser conhecida, Patty construiu um filme que contrapõe perfeitamente a inocência de Diana com Trevor sem em nenhum momento cair no comum de transformá-la em um tipo de ícone feminino, logo, não alterando traços da sua personalidade para a identificá-la aos tempos atuais ou lhe causar conflitos forçados para o aproximar do espectador.

Ela foi ensinada a defender Temiscira dos deuses e foi para a bagunça do reino dos homens para inicialmente "os defender de Ares", mas com sua inocência de amazona, soube perceber que aquele mundo não tinha que ser defendido pelos deuses, mas sim dos próprios humanos que tinham em si o bem e o mal.

Diana Prince é a Mulher-Maravilha e vice-versa. Em um filme correto e de um arroz com feijão daqueles bem temperados, eu saí do cinema com o sentimento do que é ser verdadeiramente um herói. Já está óbvio que dará tudo certo, mas no roteiro simples e firme se escolhe fortificar o ícone, a deusa, a personagem; a construindo como alguém que carrega consigo um sentimento que acaba sendo maior que qualquer humano. Isso é ser um herói, ela carrega um ideal, algo que não senti da mesma forma nos filmes da Marvel. Por ela nutrirmos um sentimento de respeito e isso só fortifica o sentimento girlpower que ela carrega consigo, aliás, há algo mais atual que isso?

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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