Uma seleção de links pra você perder um pouco de tempo #5

terça-feira, julho 04, 2017



Todo aquele que aparece na televisão tem que ser carismático. Saber se vender é muito mais do que fabricar um produto, no caso música, lindo e funcional; é necessário se personificar. Isso é o que chamamos de artista. 

Sim, as vozes do "no meu tempo..." ecoam, mas é de se refletir que a muito tempo o ser artista acompanha a qualidade da música. Um é ligado no outro, goste ou não. Podemos questionar a qualidade musical, mas o talento não, ele apenas se muta de acordo com as mídias que são veiculadas e hoje em dia o carisma é mais que fundamental. Pense no mercado de trabalho, o talento e a criatividade cada vez mais ditarão o futuro de cada um num mercado cada vez mais competitivo, e no mundo da música não pode ser diferente.

E a Anitta é um exemplo claro de uma artista transmidiática. Não curto a Anitta nem um pouco, mas reconheço, ela tem o talento para o tempo atual, é autêntica, versátil e principalmente: sabe se vender.



Envolto em escândalos de sexismo e abuso de funcionários, a empresa antes comandada pelo CEO Travis Kalanick sofre com o seu próprio ego. 

Com funcionários se demitindo seguidamente (possivelmente com o saco cheio) após as acusações de assédio, motoristas que trabalham demais e ganham de menos e o insucesso no momento de seus carros autônomos que são investigados por se apropriar de tecnologia do Google. É impressionante como o Uber que era um espelho de um modelo do que fazer, em seis meses se tornou um modelo do que não fazer.


É conhecida a conduta da Globo em ser totalmente antipática e isso tem um motivo simples: conduta.

Existe um código, e por mais que a emissora tenha apoiado a Ditadura Militar e tenha nascido aqui no Brasil graças ao Estado Novo de Getúlio Vargas, ela não é conservadora e nem progressista. O que vale na telinha é mostrar a ideologia das classes dominantes e disfarçar isso com uma contradição ou outra com o intuito de sustentar um império midiático sem igual no país. 


Se formos pensar na evolução de uma forma ampla podemos afirmar que por mais que digam o contrário, estamos sim evoluindo, mas tão lentamente que isso foi reduzido a níveis celulares e desanimadores para os estudiosos e até pra nós que sonhamos em ter asas.

Como um velho no asilo, eu pessoalmente duvido que sairemos do conforto do Homo-Sapiens, então qual seria o próximo passo? 


Deixo claro que quero deixar meu ateísmo de lado, não tentando de forma alguma desvalorizar tal caminho que outras pessoas percorrem. As crenças e descrenças dizem respeito à cada um e não vale a pena questionar o porque o outro acredita nisso ou daquilo, já que nesse desrespeito as individualidades, é que residem as principais polarizações que vivenciamos hoje em dia; contudo, é importante pontuar como a ascensão da bancada evangélica, assim como outras bancadas conservadoras, sempre dizem em respeito a uma classe em especial automaticamente contradizendo a pluralidade que uma democracia tenta respeitar e até a própria "ânsia de ser maior" que si. 

É saudável ampliar os horizontes e é uma obviedade que as nações mais desenvolvidas tem uma inclinação menor a religiosidade. A regra é clara, mas claro que há exceções. O país "abençoado" que temos passa por questões históricas pontuais de uma oligarquia que nunca esteve nem aí com o povo, colocando suas mãos em qualquer tentativa de endurecimento das leis aos cidadãos de classes mais abastadas e sucateando a educação como pode. Assim nesse cenário em que não há ninguém para nos defender, resta apenas o Espírito Santo e o evangelismo em especial, que no meio de toda essa miséria é certeiro como o capitalismo e pontual em fazer crer que a vida é baseada em posses para nos proteger de toda essa falcatrua. 

Ao que parece o Cristo é Redentor.


É mais velho que andar pra trás a frase: 

"Direitos humanos pra quê? Pra defender bandido?". 

É certeza que você já ouviu essa frase em algum lugar e na própria família, eu mesmo ouvia frequentemente do meu avô e da minha mãe, especialmente após as notícias policiais. Datena saca? Enfim, todos tratam os direitos humanos como absurdos mas pouquíssimos sabem minimamente pra que servem realmente. É como a procedência da peça de um carro, ninguém sabe, mas ela é fundamental. Assim é com os Direitos Humanos, que fora estabelecido após as atrocidades da Segunda Guerra para impedir que pessoas como Hitler ascendam ao poder com a Constituição debaixo do braço, em suma, impedindo que o Estado se torne o bandido e que a gente literalmente coma uns aos outros.


Muito se debateu sobre o Capitão América ter se revelado da Hydra e que mais uma pérola da nossa infância foi destruída por causa dessa decisão. Não há como negar que tudo é motivado por dinheiro, contudo, a existência e a não existência de algo é motivado por isso, sendo assim, é inocência achar que o mundo é colorido e que certas histórias existem somente para nosso prazer. Ponto.

Toda e qualquer mídia tem a função de retratar uma realidade. Contar histórias ficcionais passa por isso e as HQs são grande parte nesse mecânica imaginando nossa realidade para poder criticá-la e a imaginar melhor. É só refletir um pouco sobre os heróis que nós admiramos e seus ideais.

Talvez mexer com o Capitão América tenha sido um vespeiro, mas na sua relação próxima com a política e a sua simbiose com os ideais americanos, como então o personagem seria se deparando a uma América cada vez mais desfigurada e egoísta de Donald Trump? Talvez essa América livre seja uma grande enganação já que elegem um presidente acéfalo. É essa metáfora que Secret Empire tenta trazer. Será que nossos heróis são uma mentira? Que bom que as páginas de uma HQ tem a liberdade de trazer isso a tona. 

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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