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Resenha Filme: Baby Driver - Em Ritmo de Fuga

segunda-feira, outubro 16, 2017


Contar histórias faz parte de nós, mas contar boas histórias é uma arte. Assim Edgar Wright conta a história de "Baby", o "Driver".

É assim, o Baby (Ansel Elgort), o motorista, o "chofer", como em certo ponto do filme ele diz ser a Debbie (Lily James), ou Debora, como a Deborah da banda setentista T. Rex. "Em Ritmo de Fuga" (em mais uma tradução retirada da Sessão da Tarde) é assim, é simples. É nada mais que a pura arte de se contar uma boa história, repito. Edgar Wright que assina a direção e o roteiro, desde os primeiros minutos deixa claro que quer fechar um contrato conosco: feche os olhos (não, mentira, deixe eles bem abertos) e curta o filme. Sem mais.

Frank Underwood, ops, Doc (Kevin Spacey) é um cara perito em formar equipes pra realizar grandes roubos. Os ladrões? Um casal cheio de fogo formado por Buddy (John Hamm) e Darling (Eiza Gonzalez) e pelo lunático sociopata Bats (Jamie Foxx). Baby é seu motorista, que quer nada mais que fugir com sua garota que conheceu numa cafeteria e se apaixonou, bobo assim, se identificando com o sonho dela de dirigir sem dinheiro e nem planos, apenas sentindo a música como ele sempre sonhou.

"Ele é bobinho e tal, mas eu adorei o filme". Foi a frase que minha namorada disse após ver o filme comigo e ela sintetiza perfeitamente o que o filme de Baby é. Me vendo batucando na mesa, entendi o contexto, mas não soube o que ia acontecer por as cenas serem tão fluídas entre si. A mensagem é essa e você se entrega a ela, tanto que é inconsciente acabar escutando Baby falar no nosso ouvido: "confie em mim, que a jornada valerá a pena", apesar de ele não dizer essa frase em nenhum momento. Aliás foi o que Debbie entendeu só no olhar.


"Em Ritmo de Fuga" inventa um novo gênero, melhor, reinventa o que é um filme de ação e despeja um frescor a aquele cinema que muitas vezes é desesperado por aquela virada na história (o plot twist) ou por lições de moral e redenções que te prendem ou tiram do sofá. "Baby Driver" não se nega a nada e é por isso que ele é tão bom, é lotado de clichês e de nomes simples, não tem nada premiável mas deveria ter de tão cheio de emoção e empatia; ele "estende a mão" ao ser perfeito ao usar a trilha sonora para ilustrar cada cena, porém, sem mastigar um romance bobo que é tão apaixonado quanto a sua direção.

"Baby Driver" não é somente um filme de perseguição de carros guiado pela música, já sei que isso vai estar na capa do DVD. "Baby Driver" é rápido, rápido como Baby dirigindo ao som de seus diversos iPods - que a gente olha e vê como estamos velhos por nem serem mais fabricados pela Apple. Ele é rápido como essa resenha, que logo entendi que nem precisava escrever mais nada. E cara, como é bom se sentir assim nessa altura de 2017.

Se movendo de acordo com a música, fluindo através das batidas...

"Tudo o que você precisa é de uma música matadora!"

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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