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O final de Star Wars Rebels é felizmente um até logo

quarta-feira, março 14, 2018


Não entendo que o fã possa ser medido no quanto ele sabe sobre tal coisa e em quando aconteceu tal outra coisa - como se a admiração da arte fosse validada num nível acadêmico. Star Wars pra mim é sobretudo emoção, emoção que me faz cativar por uma obra e que talvez me faça gostar tanto do já malfadado "Os Últimos Jedi", e por isso pra muitos, também não ser digno de me intitular fã da saga (whatever), certeza. Emoção que Rebels soube transmitir perfeitamente ao longo das suas quatro temporadas que chegaram ao seu final, tanto para o fã, como para o admirador e ao leigo.

Rolaram lágrimas quando os últimos créditos de Rebels subiram, não só porque a série tinha chegado a seu fim e batia aquela sensação de despedida natural em mim, mas sobretudo porque Rebels em toda essa jornada, lembra de TUDO o que faz essa saga ser tão especial e do quanto é capaz de falar ao coração de qualquer um com poder e sentimento inigualáveis, através tanto da trilha sonora imbatível de Micheal Giaccinno, como do arco de cada personagem.

É fácil interpretar desenhos como... infantis (ainda mais esse que passava na Disney XD), mas no caso de Rebels é um claro exemplo do "melhor que Star Wars pode ser"; estabelecendo novos conceitos na expansão do caráter da força, fortes personagens como o grão-almirante Thrawn (o grande antagonista), e prestando uma reverência a tudo o que já foi feito anteriormente sem esquecer jamais de recontar e revisitar personagens queridos de toda a saga. Como, respectivamente, a dupla Darth Maul (ressignificado totalmente) e Obi-Wan - dando o verdadeiro encerramento de respeito que culminou na já lendária "Twin Suns" (S03E19); e no caso de Darth Vader no épico "Twilight of the Apprentice" (S02E30) de reviravoltas emocionantes, por exemplo. 

Chega a ser absurdo o que a série de Ezra Bridger, Sabine Wren (talvez a personagem mais bem construída da série), Chopper, Zeb, Kenan Jarrus e Hera Syndulla - que até ganharam um livro só pra eles - amadureceu e ganhou em importância dentro da saga, o que só valoriza o trabalho de Filloni e de toda a equipe envolvida.


O real poder de uma história reside na capacidade que ela tem de unir de todas as gerações "em volta dela". Star Wars é isso e é sim uma história para crianças no final das contas (goste você ou não), não há vergonha alguma em admitir isso, e o despretensioso Rebels provou que talvez sejam os rebeldes a verdadeira força que move a saga além do conflito entre luz e sombras. A vontade de revolução e de mudança dos rebeldes são expressados nos Jedis* que lutam em busca da paz de da justiça.

Em Ezra tivemos o Luke Skywalker da atual geração, aquele que através de um desenho encontrou a tradução e o tom perfeito sobre a jornada de um herói. Retraduzindo todos os valores do que é um verdadeiro Cavaleiro Jedi para uma nova geração, atingindo um público que talvez não seria atingido pelos filmes e muito menos pelos livros. Foda-se se mexeram no cânone e principalmente os haters da casa do Mickey.

Ao seu final, a mensagem de Rebels foi de amizade, luta, sacrifício, esperança... amor.

A saudade ficou em Ezra e Kanan; em Ahsoka Tano (aprendiz de Anakin) e Sabine a luta e o sacrifício. Diria que em Hera, principalmente a esperança.

Como sempre, em tudo o que circunda Star Wars. 

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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