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Resenha Show: Ozzy Osbourne 13/05/2018

segunda-feira, maio 14, 2018


Lá se vão 30 anos de amizade entre Ozzy e Zakk, desde o momento em que o guitarrista de apenas 20 anos de idade, mandou uma fita para Ozzy e foi contratado pro lugar do falecido Randy Rhoads. E no meu caso, são quase 20 anos que Ozzy faz parte da minha vida.

Diversão e amizade, como essa frase que Zakk Wylde disse ao site Wikimetal após a volta:

“Eu estou aqui para qualquer coisa que ele quiser fazer”.

Ir em um show é uma sensação indescritível, não somente por ver seu artista predileto. Não é uma peça de teatro. É saber que seu ídolo "inalcançável", por mais longe do palco que você esteja, EXISTE e está no mesmo espaço que você e curtindo aquele momento tão quanto você. E eu entendo que isso é o mais importante: o artista curtir aquele momento. Cada segundo. John Michael Osbourne, ou simplesmente Ozzy, é esse tipo de cara.

Dia das mães e dia do titio Ozzy, na estrutura de primeira do Allianz Parque tomado por cerca de 30 mil pessoas. 21h28 e ele já estava no palco, uma pontualidade britânica. E foram 15 músicas até 23h30. Um show enxuto, emocionante, lindo (principalmente em "Mama I'm Coming Home" de celulares em punho); e celebrado em dose dupla para os presentes, já que a lenda Zakk Wylde ano passado tinha retornado à banda de seu grande amigo após 7 anos.

Tommy Clufetos na bateria, Alan Wakeman nos teclados e Blasko no baixo, compõem o restante da banda, afiadíssima por sinal.


O setlist foi rigorosamente o mesmo de outros países visitados por esta turnê e até em outras passagens dele em terras tupiniquins. O que pouco importa. A experiência supera em muito o valor pago e ficar chorando por uma música ou outra (o que eu já fiz em outros shows) é irrelevante, pra não dizer idiota.

Retornando ao Brasil na longa turnê "No More Tours 2" (que durará até 2020) - sim, é a segunda "despedida" (entre aspas porque vou explicar mais à frente) - a sensação que eu tive foi que ele voltará um dia, afinal, "aposentadoria é um saco" - esse foi o nome da turnê de que passou pelo Brasil em 1995 e que sucedeu a "No More Tours 1". Os anos se passaram, e se o físico não é o mesmo, a voz continua cristalina em um Ozzy sempre energético.

Diversão e reinvenção. Um show lindo que só quem prestou atenção mais do que filmou, vai conseguir perceber em sua totalidade. E entre reality shows e biografias, Ozzy torna-se uma entidade cada vez maior, um amigo de cada fã. É essa sensação que dá ao vê-lo se divertir tanto no palco e se cuidar tanto para dar o melhor para o seu público - um tapa na cara de muitos artistas de hoje em dia, onde em muitos casos percebemos claramente que estão cumprindo só uma obrigação.

A idade torna os artistas mais humildes, o fã mesmo, ao perceber que cada segundo importa. E bom, ele já disse que aposentadoria é um saco né? Artistas e jogadores de futebol, por exemplo, morrem duas vezes; e Phil Collins com problemas de audição e nas cordas vocais retornou no próprio Allianz Parque outro dia está aí para provar. Então reforçando o que o próprio Ozzy disse, ele "tá firme e forte", mas só pisará no freio gente!

Setlist:

1. Bark at the Moon
2. Mr. Crowley
3. I Don’t Know
4. Fairies Wear Boots (Black Sabbath)
5. Suicide Solution
6. No More Tears
7. Road to Nowhere
8. War Pigs (Black Sabbath)
9. Miracle Man / Crazy Babies / Desire / Perry Mason (solo de guitarra de Zakk Wylde)
10. Flying High Again
11. Shot in the Dark
12. I Don’t Want to Change the World
13. Crazy Train

Bis:

14. Mama, I’m Coming Home
15. Paranoid (Black Sabbath)

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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