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Resenha Cinema: Deadpool 2

quarta-feira, junho 06, 2018


Leia aqui a resenha do primeiro Deadpool, não porque você precisa, mas porque é legal e fará alguém feliz. 

Quando o primeiro Deadpool estreou nos cinemas, a sensação foi de surpresa; tanto para o espectador como para os executivos, mas menos para Ryan Reynolds. Ele sabia muito bem o que estava fazendo - e na minha cabeça ele nunca esquecerá a humilhação que ele sofreu em "Origins: Wolverine". Deadpool é dele e ninguém mais ousa tirar, digo, mudar o tom do filme. E assim foi no primeiro arrancando gostosas e legítimas gargalhadas, e assim continuará pelo segundo, terceiro, quarto filme... Não imagino o status quo mudando, e poucas franquias nos fazem pensar que isso não é problema algum, pelo menos por enquanto.

Agora com David Leitch (John Wick) na cadeira de diretor, Deadpool 2 conta com uma veia dramática, até inesperada, na presença de Vanessa (Morena Baccarin), e nas similaridades entre Wade, Russell/Firefist e o viajante temporal Cable no que se refere a ligação com a família, e na relação entre Colossus e o anti heroi, onde presenciamos uma relação de boa amizade que entrega simples e excelentes piadas - rendendo participações surpreendentes e até prometendo até uma maior integração do anti herói no (bagunçado) universo mutante, e claro, a sorte da Dominó (ótima mutante) que rende ótimas cenas de ação (Zazie Beetz).

Enfim, Deadpool 2 assume e torna a sua principal qualidade a subversão, isto é, de não se levar a sério EM NENHUM MOMENTO. A ironia é a base do filme. Sustentando-se em piadas, sarcasmos e referências, o longa, como o anterior, zoa seu roteiro básico e ruim - que mal desenvolve personagens como Dominó e deixa um gosto de quero mais na relação entre ele e Colossus - para justificar seu roteiro básico e ruim limando assim as principais críticas que o filme poderia ter.

Não há muito o que falar, e isso não é desculpa pra "entregar uma resenha preguiçosa". É nada mais que (de novo) um humor esperto e rápido de um personagem tradicionalmente divertido e escrachado em certos momentos, que deixa aquele ambiente gostoso ao "colocar na mesa" todas aquelas piadas e referências que fizemos/faríamos em relação ao ator, ao herói, a roteiros ruins e até a cultura pop em volta se formos lembrar os tradicionais artifícios usados nos filmes de super-herois. Afinal, o fato de a classificação indicativa de seu filme ter dado origem a um Logan e certamente outros projetos "para maiores", numa indústria onde nada se cria e tudo se copia, é boa uma piada né? (Viu DC e seu Lanterna?).

Bom, Deadpool 2 se leva a sério, mas não leva a sério a tentativa de se levar a sério. Entendeu? A dinâmica proposital que zoa da própria zoeira torna o longa extremamente divertido e original, e isso me proporcionou aquela singela satisfação ao assistir a um bom filme no cinema, sem frustrações posteriores. O que a franquia "criada" pelo ator de comédia romântica Ryan Reynolds quer entregar, entrega. Sendo assim, a sensação do Deadpool 2 é de ter ser um cliente bem atendido. Agora sem aquela surpresa, também sem aquela novidade; mas mantendo o excelente nível estabelecido anteriormente.

Ótima notícia dado a excelente qualidade do primeiro filme, certo?!

PS: Quem não queria sentar na cadeira do Professor Xavier?

PS 2: As cenas de abertura e pós-créditos são duas verdadeiras jóias. Aprecie.

EDIT: Alguém notou que Deadpool 2 é MEIO que construído em cima da linha de Up? O filme começa com uma morte, da amada no caso, e Deadpool faz o papel do Sr. Frederikssen, desiludido inicialmente, encontrando em Russell (gordo e com o mesmo nome que o escoteiro) uma nova perspectiva de vida.

Claro, que tudo com o estilão bem galhofa de ser!

Postado por André Prado
Estudante de publicidade, formado em nerdices em geral, pós graduado em Netflix, e phD em piadas idiotas. Gasto dinheiro em comida e com livros que não tenho tempo pra ler.

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