Então, vou lhes apresentar um novo autor ao blog:
É o Estevan Sena e talvez vocês já o conheçam se visitaram a página blogs amigos. Ele é dono do blog "O Escritor Que Pouco Escrevia", o antigo "Estranhos Pensamentos", onde ele com seu senso crítico e reflexivo escreve sobre as agruras do mundo da sua forma bem pessoal, por muitas vezes enigmática. Mas aqui ele será inserido de uma forma diferente.
Todos sabem que a um certo tempo resolvi me aventurar escrevendo resenhas de musicais, de filmes e de literatura, sou um aspirante a jornalista cretino. Então a parte dele caberá as resenhas de games, senão as de livros também.
Sim amigo, agora teremos um blog mais completo, com mais postagens - claro que na medida do possível pois somos jovens assolados pelo mundo do capitalismo. Mas enfim, em breve teremos a participação dele. Enquanto isso fique com um de seus recentes pensamentos.
Estrutura
Não são as relações fracassadas, nem a vida perturbada ou a família destroçada, nada disso faz eu ter a opinião que tenho.
Não é o fato de trabalhar horas e não ter direito a um descanso bom em casa, não é ver meus amigos em um labirinto capitalista, não são os chicotes dos mais poderosos. É a vida como ela é, a sociedade que não observa a si mesma como espécie, que não luta junta a favor dos demais. São as noites em claro com alguma bebida na mão, pairando meu olhar sobre as ruas, as pessoas e fumaça do meu cigarro sumindo no ar. É ser nascido nisso. Como diz Charles Bukowski: "Esta cadeia doentia", o que pode e o que não pode, o que seria o que não é... Meu povo usado como ferramenta de um sistema criado pelo meu próprio povo.... Escravos, Doentes, Orgulhosos, Famintos, Ricos e Pobres.
As pessoas são falsas, elas gostam pelo interesse, pela conta e pelo brilho. O homem não aceita a verdade, ele não que uma verdade por ser verdadeira e sim criar uma por ser cômoda. Bertrand Russell não estava errado. Meu povo ora pela atitude do próprio homem, e sem querer saber que Deus dorme. Elas agradecem seu aumento de salário, sua mulher perfeita, seu homem perfeito, pelo celular novo; tudo doentio.
Você paga um preço por pensar diferente, por observar. Essas pessoas usam em seu dia a dia milhares de coisas criadas pelo homem e pelos estudos, ignoram essas coisas, a evolução da espécie, o mundo real, onde ninguém anda na água, onde os cegos vivem nas ruas pedindo dinheiro. Um mundo onde aqueles oprimidos das ruas estão lá por que o sistema é sujo e desleal, pois são pobres, negros ou de sexualidade diferente.
O povo diz que é a "falta de Deus". Deus é a falta de coragem do homem aceitar suas verdades, deus não é mais um D maiúsculo. O homem é arrogante e se acha na imagem e semelhança de seu deus, preconceituoso, arrogante e cruel. O homem queimou homens pela palavra abençoada, matou, jurou e deplorou. O homem é sempre criança e não quer estar só, não entende que poderíamos viver em paz, tranquilos com a brisa dos ventos, o homem abusa de crianças, o homem mata por papel, o homem não fica encantado pelo universo. O homem é o espelho de seu deus, o homem não para pra pensar que crença é crença, e não verdade. Crença e fé são utopias do caos.
A politica abusa das pessoas não é pelo bem do Estado, não pelas pessoas que o formam. Não é por bem que você deve parar de fumar, é pelos gastos. Trabalhe mais e torne os grandes porcos cada vez mais gordos. Compre roupas de marca, carros de luxo, diamantes para manter o amor ao seu lado, viva e se torne um produto, esqueça que você é um homem. Aceite que certas verdades são mitos e que seu mito é a verdade. levante sua mão e se torne estupido.
Eu vejo meu povo cair, a fuga são várias portas: drogas, suicídio, bebidas e jogos.
Me condene pelas correntes que carrego pelo pensamento exposto pela forma múltipla de sermos. Entre na guerra e morra pelo seu povo, mas saiba que todos são o seu povo, e a guerra é só o interesse econômico de uma sociedade exclusiva para poucos. Ignore o podre desse povo e sua decadência, e procure a luz em um livro bárbaro, e claro, aceite a agressividade ali expressa. Medite por deuses sem causas e espere na confortável cadeira da vida o seu salvador, e talvez somente no leito de morte, você entenda que a vida é feita para a morte, e que o fim é somente isso; e que na verdade pouco importa o fim, que talvez pouco importe isso aqui.
Discuta com fervor todas as coisas fúteis, e claro, o intelecto também pode ser uma doença. Pois qualquer pessoas com maior senso de percepção sobre até onde chegamos com nossa exploração da vida, dos meios naturais e preconceitos, e a mente doentia entrelaçada em crenças desnecessárias, pode em pleno ato de bom senso pular para abismos mais profundos.
É o que me falta, mais bom senso. E de pouco em pouco as coisas se tornam escuras e você simplesmente não quer ser isso e assim voltamos para as noites em claro, os problemas sociais, e todo o fracasso causado em nossas vidas por uma simples razão monetária e um mundo dividido por pessoas e suas utopias celestiais.
Estevan Bruno Sena






















